Pamukkale – o Castelo Branco

Quando vi uma foto de Pamukkale na internet pesquisando sobre a Turquia, decidi que tinha que ir até lá e descobrir a sensação de pisar nesse branquinho reluzente! E realmente, foi uma das paisagens mais surpreendentes que encontramos na Turquia.

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Pamukkale, em turco, significa Castelo Branco. Seus degraus que parecem um conjunto de nuvens fofíssimas foram formados ao longos dos anos pelo depósito de camadas de carbonato de cálcio. Acima desses degraus, encontramos as ruínas de Hierápolis. Esta era uma cidade super importante na época do Império Romano, fundada no século II como um balneário. Hierápolis era uma cidade cosmopolita e tornou-se famosa por suas águas termais que acreditavam ter poderes medicinais. Sabe quem andava por aqueles lados? Cleópatra, Júlio César, São Felipe…

Pamukkale e Hierápolis formam um complexo declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Então vamos por parte!

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Para chegar até Pamukkale expliquei aqui neste post como fiz. Nosso hotel ficava na rua principal e a 5 minutos da entrada do complexo. Na verdade, existem 3 entradas. A que fomos é usada por quem se hospeda na cidade e não está de carro. É preciso subir todo o caminho de pedras até chegar a Hierápolis e depois descer tudo para voltar. Quem está de excursão ou carro pode ir pelas entradas Norte ou Sul que deixam já em cima, em Hierápolis.

Fomos andando até as roletas da entrada e, depois de comprar o ingresso, andamos até o início das pedras brancas. Para andar por elas é obrigatório tirar os sapatos. Os seguranças são bem exigentes e apitam se veem qualquer coisa errada. É preciso seguir o caminho sinalizado por pequenas bandeiras até o alto. Nós não percebemos isso e fomos subindo por onde queríamos. De repente, começamos a ouvir um apito e o segurança gritando qualquer coisa em turco que não entediamos. Demoramos um tempo até entender que era com a gente!rs

No dia em que fomos, fazia um calor bem agradável e todos os europeus, mais acostumados ao frio que nós cariocas, estavam de roupa de banho. Nós nos arrependemos por não levar as nossas. Existem algumas “piscinas” nas pedras em que se pode mergulhar.

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Abaixo do complexo de Pamukkale, bem perto da cidade, existe uma piscina pública que estava fechada na época que fomos. No verão, a piscina é aberta e de graça a todos.

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Realmente andar por ali é uma delícia. Demoramos umas 2 horas só por ali, andando e admirando, molhando os pés na água e relaxando naquela paisagem.

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Continuamos até chegar a Hierápolis. As ruínas da cidade estão bem preservadas, mas é bom ter um mapa para entender direito onde você está. Logo que se chega em cima, há um painel com o mapa das ruínas. À direita há o Museu Arqueológico que dizem ser bem interessante, mas não tivemos tempo de visitar. Ao lado há a Piscina Sagrada de Cleópatra (Antique Pool) que é uma espécie de clube: há piscina, espreguiçadeiras, vestuários e bar. É preciso pagar a parte. Como não estávamos com roupa de banho, acabamos não entrando.

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Começamos a percorrer as ruínas em frente ao Museu Arqueológico: ali ficava a Igreja Bizantina e o Templo de Apolo.

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Templo de Apolo

Continuamos subindo por trás da Piscina de Cleópatra, passando pelos resquícios do Pórtico de Mármore e dos pilares de uma antiga Igreja até chegar ao anfiteatro. Este está muito bem preservado e tinha capacidade para até 12.000 espectadores. No século VII, o palco foi transformado em piscina para apresentações na água.

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Depois fomos andando até chegar a ponte que levava ao Santuário do Apóstolo São Felipe. Este apóstolo viveu em Hierápolis e na época da perseguição aos cristãos foi martirizado na cidade. No exato lugar em que isto ocorreu foi criado o santuário. Diversos peregrinos atravessavam a ponte, chegando primeiro na casa de banho. Tomavam banho quente e frio para se limparem e purificarem, podendo continuar a subir. No fim das escadas, havia um Pórtico bonito marcando a entrada ao complexo. À esquerda ficavam fontes para novas limpezas e a frente o sepulcro de São Felipe. Mais um lance de escada e chegava-se a Sala Octogonal (oito representa o infinito) em que ao meio ficava a chama que representava o ponto onde São Felipe foi morto. Havia locais para os peregrinos dormirem pois se acreditava que o santo curava durante o sono.

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E assim terminamos nossa visita pois a volta era grande e precisávamos pegar o ônibus. Não deixe de incluir essa cidade na sua visita, mesmo que não seja no verão. Li muitas pessoas dizendo que quase não havia água mais, que as fotos que vemos na internet são mentira etc. Na minha opinião, vale muito a pena. O lugar é lindo e cheio de história, como toda a Turquia.

Próximo destino: Éfesos!

Informações:

1- Complexo Pamukkale e Hierápolis:

Horário: 09:00 – 19:00

Preço: 20 TL

2- Museu Arqueológico:

Horário: 09:30 – 12:30 e 13:30 – 19:00

Preço: 5 TL

3- Piscina Cleópatra:

Horário: 09:00 – 19:00

Preço: 30 TL

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