Éfeso – uma viagem ao passado

Éfeso foi a segunda maior cidade do mundo na sua época, atrás apenas de Roma, com 250 mil habitantes. Isso há dois milênios! E boa parte dos resquícios dessa cidade estão conservados e permitem uma viagem no tempo.

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Queríamos conhecer esse passado e para isso fomos a Selçuk, cidade mais próxima. Se a ideia for só conhecer as ruínas de Éfesos, há micro-ônibus que levam até lá. Porém essa região tem ainda outros pontos que valem uma visita e para conseguir ver todos no mesmo dia a opção é alugar um carro, fechar com um taxista ou, como fizemos, se render a uma excursão. Fechamos no próprio hotel, um dia inteiro visitando tudo que queríamos, com almoço incluído e todas as entradas, por 100 TL por pessoa. O grupo era relativamente pequeno e gostei bastante de ir com o guia. Aprendemos bastante com ele.

A primeira parada foi na Mesquita Isa Bey criada entre os anos de 1374 e 1375.

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Muitas colunas usadas na mesquita faziam parte do Templo de Artêmis, próxima atração a ser visitada. Uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo, foi construída pela primeira vez no século VI a.C. como um local de adoração a Deusa Artêmis (deusa da caça). Era o maior templo do mundo na época, construído perto do porto da Ásia Menor. Em 356 a.C., um homem chamado Heróstrato resolveu que queria ser famoso e sua ideia para chegar a fama foi, simplesmente, incendiar o maior templo da época. Ainda fez questão de assumir tudo, para que seu nome fosse imortalizado na história! Alexandre III reconstruiu o templo, 200 anos depois. Possuía 127 colunas e, como a área onde ficava era pantanosa, o templo foi construpido de forma elevada, com degraus para se alcança-lo. Uma verdadeira obra de engenharia da época! Mas, a história desse monumento não é simples e, mais uma vez ele foi incendiado e destruído pelos godos no século III d.C. E depois disso foi saqueado diversas vezes e hoje só há uma coluna no local de pé!

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Chegou a hora de irmos a Éfeso! Há duas entradas. Começamos por trás. Logo no início encontramos as ruínas das antigas Casas de Banho, local onde os homens que chegavam de cavalo de suas viagens, se limpavam antes de entrar na cidade. Entrando, havia a Basílica de três níveis e o local do Parlamento onde os políticos discutiam seus assuntos.

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Um outro ponto interessante é a área dedicada aos médicos. Há inclusive uma coluna com o símbolo médico. Na época, os médicos já acreditavam na relação mente e corpo e acreditavam solucionar as doenças pelos sonhos que os doentes tinham.

Uma figura bem famosa também está por perto! É a deusa Nike, da vitória, que foi a inspiração para o nome e marca da Nike atual!

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Nesse ponto inicia-se a rua dos Curetes. Nessa rua estavam as moradias dos romanos mais ricos. A cidade era super moderna e essas casas tinham até sistema para esquentar a água! Mosaicos super bonitos existiam pelo chão.

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Bem em frente está uma parte, digamos, inusitada. Era um conjunto de banheiros públicos. Vários buracos, um ao lado do outro, em que os escravos sentavam primeiro para esquentar, depois vinham os ricos e lá ficavam, conversando e ouvindo música – havia uma orquestra no meio. Uma água passava pelos buracos para limpar…agora quem estava no último recebia uma água um tanto suja!

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Ao lado ficava o bordel da época! Inclusive, na rua do Mármore, havia uma propaganda indicando o local de prazer para os homens.

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Em frente está a parte mais bem preservada e impressionante das ruínas: a Biblioteca de Celsus. Era a terceira maior da sua época. Sua parede era dupla para evitar que a umidade estragasse os livros e pergaminhos.

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Bem ao lado estava a Agora, espaço de comércio. Diz a lenda que existia um corredor ligando a Biblioteca ao bordel. Os homens davam um dinheiro para as mulheres fazerem umas comprinhas enquanto diziam ir estudar na biblioteca…

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A Rua do Mármore seguia até o anfiteatro onde, inclusive, São Pedro discursou à população.

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Por fim, a Rua do Porto que ligava o porto ao anfiteatro. Era ali que passaram Cleópatra e Júlio César! Éfeso tinha acesso ao mar e isso garantiu sua prosperidade. Porém, ao longo do tempo, esse acesso foi perdido e a cidade decaiu.

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Pausa para o almoço. Era um buffet bem mais ou menos e com bebida a parte e bem cara!

Voltamos ao ônibus e seguimos até a Casa da Virgem Maria. Jesus, antes de morrer, pediu a Pedro que cuidasse de Maria. Ele então a levou para morar no alto do monte Plínio, perto de Éfeso, mas muito alto para que ninguém a achasse. Foi ali, naquela casa simples, que Maria passou seus últimos anos de vida. Uma freira alemã, Ana Catarina, que era doente e vivia na cama, no século XIX teve um sonho e descreveu em um livro exatamente o local onde Maria viveu, sem nunca ter estado lá. Somente 70 anos depois, resolveu-se buscar esta casa e ela foi achada. O lugar é mágico, traz uma serenidade e paz de espírito para qualquer um, de qualquer credo.

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Depois a excursão seguiu para uma fábrica de tapetes. Havia a opção de ser deixado em Selçuk ou seguir e, como não pretendíamos comprar um tapete, saltamos, pegamos nossas malas e seguimos para a estação de trem. Íriamos dormir em Izmir e chegar na tão esperada Capadócia!

Informações:

1- Éfeso:

Preço: 20 TL

2- Casa da Virgem Maria:

Preço: 15 TL

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