Nos ares da Capadócia – voando de balão

Desde que decidimos ir para a Turquia, voar de balão na Capadócia era uma experiência que tínhamos que experimentar. Eu estava super ansiosa para olhar lá do alto aquela imagem maravilhosa que via nas fotos!

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Até que, dois meses antes da nossa viagem, aconteceu aquele acidente com balão que matou alguns brasileiros e machucou outros. Pronto! Se eu já tinha algum medinho, ele só aumentou. E passei a ouvir do meu pai, toda semana, para que não voasse, que era maluquice fazer isso. Mas, convenhamos, um acidente tinha acabado de acontecer e, na minha cabeça, isso devia ter feito a segurança ser reforçada nos vôos. Nós não podíamos ir até a Capadócia e não fazer esse passeio!

Primeiro ponto: qual empresa escolher? Existem inúmeras agências e os preços variavam desde 90 até 180 euros por pessoa! Normalmente, os preços mais baratos são para vôos com mais pessoas (em torno de 25) e os mais caros levam até 12 pessoas. Existem ainda a opção de fazer o voo privado que custa algo em torno de 250 euros por pessoa. Li vários comentários no TripAdvisor e pedi as indicações do meu hotel. Eles me indicaram duas empresas, sendo uma delas a Istanbul Ballons com preço de 120 euros. Como reservamos com antecedência, eles nos alocaram em um voo com menos pessoas (no total foram 13 no cesto).

O passeio depende da condição climática e pode ser cancelado. Isso não depende tanto de chuva e sim do vento. Então, fique atento e confirme na véspera.

No dia combinado precisávamos estar prontos às 4:30 hr da manhã. Era um domingo e justamente na madrugada de sábado para domingo estava acabando o horário de verão e precisávamos voltar uma hora o relógio. Ajustei meu celular e pedi para ser acordada pela recepção. Mas, adivinhem? Lei de Murphy! O celular trocou a hora automaticamente e não nos despertou, assim como o recepcionista esqueceu de nos acordar! Estávamos no mais profundo sono quando alguém começa a bater na nossa porta. Achamos que era o recepcionista, respondemos obrigada e voltamos a cama para levantar com calma, achando que teríamos meia hora para ficar prontos. Mas o cara continuou batendo forte na porta e o João foi atá lá abrir. Era o motorista da van dizendo que estavam todos nos esperando! Pedimos 10 minutos e voamos para nos arrumar! Quando entramos na van, fiquei morrendo de vergonha: umas 7 pessoas estavam naquele frio, parados, nos esperando. Mas ok, vamos lá!

Dica: coloque muita roupa quentinha porque é bastante frio. Levei luvas, coloquei roupa térmica e gorrinho e mesmo assim senti frio.

A van nos levou para um local fechado onde serviram um café da manhã, com bolos, pães e leite e passaram um vídeo com as instruções. Depois fomos divididos em grupos e cada grupo foi para sua van.

A van nos levou até o local onde nosso balão estava sendo inflado. Primeiro “ohhhh” do passeio: como era grande o balão! Esperamos até ele estar totalmente inflado e fomos entrando no cesto. Este é dividido em 5 partes: um espaço no meio que vai o piloto e duas partes em cada lado onde vão os passageiros. No nosso quadrado, estávamos nós dois e uma turca que tinha medo de altura, então não fez a menor questão de ficar na borda.

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E o balão começa a subir. Que delícia!!!! Um friozinho na barriga e vamos nós! O balão vai subindo devagar, não balança nem um pouco, super tranquilo. E começamos a admirar a paisagem…

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Passado um tempo, o piloto desceu um pouco o balão e começou a passar mais perto das rochas. Ele era meio engraçadinho e ficava dizendo “sabe o nome dessa pedra?” – “Titanic”.

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Depois ele subiu de novo e o sol começou a nascer. Esse, para mim, foi o melhor momento. Ficar observando aquela paisagem, com aquela iluminação do sol nascente, vendo os outros diversos balões ao redor e naquele silêncio é um momento único. Momento de ficar parado só admirando!

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E aí veio a hora de descer. O piloto não controla a direção do balão e apenas consegue fazê-lo subir ou descer. Percebemos que algo não estava muito bem, porque o piloto estava meio agitado falando no rádio com o pessoal que fica lá embaixo (um carro com 4 pessoas acompanha o balão o tempo inteiro lá debaixo) e a turca ao nosso lado, que entendia tudo, estava meio nervosa. Acontece que o vento naquele dia estava um pouco forte e o piloto não conseguiu descer o balão quando completou 1 hora de vôo em uma superfície plana. Ficamos voando mais um tempo e ele acabou descendo numa área cercada por rochas. Para o balão não bater, foi necessário jogar uma corda e os 4 homens da terra tiveram que fazer muita força para parar o balão. Foi por pouco que não batemos. Depois disso, foi tranquilo. O balão desceu até chegar ao chão. Assim que ele encostou, a turca bateu muitas palmas e o piloto abraçou os companheiros e nos contou que nosso vôo durou 1,5 hr e que tínhamos que agradecer aos caras que pararam o balão. Com tudo isso, só reforço algo: por mais que possam acontecer alguns imprevistos, eles estão preparados para manter todos em total segurança.

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Saindo do balão, estouramos um champagne (sem álcool) e brindamos ao vôo! Além disso, ganhamos nosso certificado do vôo. Voltamos a van que nos levou até o hotel.

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E chegou ao fim essa experiência tão deliciosa. Não deixe de fazer! Há segurança e a beleza lá do alto é indescritível!

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