Capadócia – o Tour Verde (Green Tour)

O outro tour famoso da região e que, junto com o Vermelho, permite se ter um bom conhecimento da região, é o Tour Verde. Esse tour demora um pouco mais, começando as 9:00 e terminando perto de 18 hrs. Nesse dia teve um ponto que não gostei tanto: nosso grupo era formado por 5 turcos que não falavam inglês e por isso nosso guia precisava explicar tudo em inglês e em turco. Isso atrasou um pouco a visita e fez com que ele resumisse algumas histórias, contando menos detalhes.

Nesse dia, a visita começa na cidade subterrânea Derinkuyu. A Capadócia possui um mundo subterrâneo embaixo de si. Os hititas há 3.000 anos começaram a criar verdadeiras cidades subterrâneas para se protegerem de seus inimigos. Esses eram locais que podiam ser habitados por dias, meses ou até anos em épocas de guerras e invasões. Por isso, elas precisavam ser completas e permitir a sobrevivência de seus habitantes por meses sem sair. Quando chegaram os cristãos perseguidos pelo Império Romano, eles também passaram a usar essas cidades para se refugiarem.

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Já foram descobertas em torno de 200 cidades subterrâneas. A que visitamos é a mais profunda delas, tendo oito andares de profundidade (cerca de 85 metros) e acredita-se que tinha capacidade para mais de 10.000 pessoas. Outra cidade subterrânea famosa é a de Kaymakli, a mais larga de todas.

Realmente impressiona a complexidade da cidade, com um trabalho de engenharia complexo para a época. Primeiro é interessante observar a entrada para a cidade. Como ela precisava assegurar proteção, a entrada era fechada com uma porta que só podia ser aberta por dentro.

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O primeiro andar era o dos animais. Como não se sabia quanto tempo se podia ficar por ali, era preciso estocar animais para assegurar comida. Ficava no primeiro andar pois era mais fácil para os animais chegarem. Descendo vinha a cozinha. Havia horários específicos para se cozinhar porque havia  preocupação tanto com o oxigênio, como com a fumaça que podia sinalizar aos inimigos onde se estava. Esse local, depois que as cidades deixaram de ser usadas como refúgio, serviram por anos para armazenagem de vinhos. Os andares abaixo serviam como salas de convivência e dormitórios. Um dos andares tinha uma Igreja, em forma de cruz. Assim como também o local onde os mortos ficavam (não se podia sair, então quem morresse precisava ficar ali até poder ser levado para fora e enterrado). Para fazer as necessidades, se usava jarros de barro que ficavam guardados em um canto para serem levadas para a superfície depois.

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Cozinha

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Local para armazenar comida e depois vinho

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Igreja em forma de cruz

O mais impressionante era o sistema de ventilação, que também era usado como poço. Nem todos os andares recebiam água desse poço como forma de proteção: essa água vinha de fora e podia estar envenenada pelos inimigos.

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Sistema de Ventilação e Poço d’Água

As pedras que formam as cidades serviam como isolantes térmicos e por isso a temperatura interna sempre se mantinha constante, em torno de 15 graus, sendo inverno ou verão.

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Acho que antigamente as pessoas não eram tão altas…

Essa visita é muito interessante! Depois a gente vai em direção ao Ilhara Valley, que fica distante quase uma hora de carro. Nesse vale moravam cerca de 80.000 pessoas! O mais interessante é a quantidade de igrejas esculpidas na pedra que há nessa região. Várias são decoradas com afrescos.

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Assim que se chega, é preciso descer 360 degraus. Embaixo, chega-se a primeira igreja, com afrescos muito bem conservados que mostram a vida de Jesus.

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Depois a ideia é aproveitar o lugar, que é lindo, para uma caminhada. São 4 km bem tranquilos de serem percorridos. No meio do caminho, há uma parada numa pequena lanchonete para se beber e comer algo.

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Como nosso grupo tinha criança pequena, a velocidade que andávamos era bem devagar e o guia não incluiu a visita a nenhuma outra igreja. Nós queríamos muito visitar a Igreja de São Jorge que ficava ali. Quando vimos a seta indicando, subimos rapidinho. Só que a igreja fica bem no alto e é necessário subir muitos degraus! Lá em cima chegamos a uma igreja que tem um pequeno desenho de São Jorge em seu cavalo.

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Voltamos ao caminho e terminamos o percusso chegando nos locais de restaurantes. Existem quatro que devem ser bem parecidos. Sentamos numa mesa ao lado do rio e comemos uma comida super gostosa, incluída no tour.

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Depois de umas horas descansando e comendo, a van nos leva até o Selime. Nessa região existia um grande monastério que tinha de tudo: quartos, salas de estudo, refeitórios e igreja! É impressionante todas essas construções feitas nas pedras.IMG_2777 IMG_2796 IMG_2782

E depois nos dirigimos ao último lugar do dia: o Goreme Panorama. Dali se tem uma visão de toda a cidade de Goreme e também do Castelo de Uschisar. Muito lindo ver dali o pôr do sol…

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O Castelo de Uschisar!

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E assim terminou nosso dia, que apesar de ser muito cansativo (voo de balão + tour), foi perfeito! 🙂

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