Desbravando Florença em um dia

Florença é um clássico. Cidade mundialmente conhecida por sua beleza e pelas artes. Capital do Renascimento italiano, possui muitas atrações ligadas a arte. Foi ali que nasceu Dante Alighieri e onde viveu Michelangelo. Governada por três séculos pela família Medici, que possuía uma obsessão por artes, Florença floresceu nessa área exatamente por isso.

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Tenho que confessar que na primeira vez que visitei Florença, simplesmente não me encantei por ela. Precisei de mais uma vez, para enfim ser fisgada pela sua beleza. Acontece que na primeira viagem, me deparei com três dias de chuva que atrapalharam conhecer de fato as ruas florentinas.

O grande desafio dessa viagem foi conciliar em um dia o principal de Florença. Claro que não conhecemos tudo, mas foi ótimo o que vimos. Como estávamos no final de uma longa viagem, resolvemos que queríamos relaxar e aproveitar para bater perna e relaxar, mais do que conhecer pontos turísticas.

O Complexo de Santa Maria del Fiore é um marco da cidade. O duomo, o batistério, o campanário e a cripta formam um conjunto arquitetônico sem igual, todos em cores verde, rosa, preto e branco.

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A catedral ou duomo é marcada por sua cúpula, criada por Brunelleschi, que foi um desafio na época por não possuir uma pilastra central de sustentação. Para entrar na Catedral não é preciso ingresso. No interior, logo acima da porta de entrada há o relógio de Uccello que marca a hora itálica, comumente usada no passado, em que o pôr do sol marca o início do dia.

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Para subirmos até a cúpula é preciso comprar um ingresso. A bilheteria fica em uma loja na frente do batistério. Compramos um ingresso único que permite entrar em todas as atrações do complexo. A cúpula possui afrescos belíssimos sobre o Juízo Final. Por uma escadaria, vamos subindo até chegar na parte da cúpula, quando percorremos um semi círculo olhando de pertinho as imagens ali retratadas. Depois, sobe-se mais um pouco para uma visão de toda Florença lá do alto. Vale muito a pena!

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Depois visitamos o Batistério que é o lugar da Igreja em que se faziam os batizados. Foi ali que Dante Alighieri foi batizado. O prédio possui um formato octogonal e quatro portas, sendo uma delas um destaque por sua beleza. É fácil descobrir qual delas: haverá muitos turistas bem na frente. Chamada de a Porta do Paraíso levou 23 anos para ficar pronta. Foi feita por Lorenzo Giberti, que ganhou uma concorrência acirrada.

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Ainda há o Campanário, torre onde fica o sino da igreja. É possível subir os 414 degraus e ter uma bela vista. Preferimos gastar nosso fôlego na cúpula. Se alguém foi, me conta depois!

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Outra grande atração é a Piazza della Signoria, um museu a céu aberto bem a cara de Florença. Algumas esculturas estão por ali, como a de Netuno e a réplica de David. No passado, era aqui que ficava essa famosa escultura de Michelangelo (hoje está na Galleria dell`Accademia).

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Na praça há a chamada Loggia dei Lanze, um espaço aberto composto de treze esculturas famosas e que podemos visitar totalmente de graça!

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É por aqui também que está o Pallazzo Vecchio, a sede política e administrativa da cidade. Foi criado no final do século XIII e era daqui que a família Médici governava. O nome Vecchio (velho) veio mais tarde quando os Médici se transferiram para um novo palácio (Palazzo Pitti). Hoje representa um dos museus mais completos de Florença. Há uma torre em que é possível subir.

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Ali ao lado está o museu mais importante de Florença: a Galeria Uffizi. Como nosso tempo era curto, priorizamos conhecer este museu em vez da Galleria della Accademia onde está o David. Na verdade, quando estive na cidade antes, eu visitei a Accademia e, sinceramente, ali só o que vale mesmo é o David.

Voltando a Uffizi, primeira dica: reserve seu ingresso antes pela internet e fure um boa fila que sempre está por ali. A palavra Uffizi significa “escritório” pois na origem o prédio era um escritório administrativo e judiciário. Os Médici amavam artes e foram recheando não só sua casa como o escritório de obras de arte. E a quantidade de obras era tanta que a última herdeira criou um museu por ali reunindo quase toda coleção da família.

Os principais destaques do museu são “O Nascimento de Vênus” de Botticelli, a escultura “Lacoonte”, alguns quadros de Rafael, Leonardo da Vinci e até quadros de Micchellangelo! Gostamos muito do museu. E não deixe de admirar a vista lá de cima do corredor.

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Saindo do Uffizi, logo ao lado está a Ponte Vecchio. Essa ponte foi criada em 1345 e resistiu a inundações e a própria Guerra Mundial. Dizem que Hitler pediu que ela fosse poupada. Antigamente ali ficavam açougues e peixeiros e o fedor imperava, além da poluição no rio. Em 1593, o grão duque da época dobrou o preço dos aluguéis dali, forçando o fim dessa vendas e abertura de lojas nobres: joalherias que ainda hoje estão ali.

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Do outro lado, passamos pelo Palazzo Pitti. Esta era a casa de um bancário, Luca Pitti, até quando a família Médici a comprou e passou a morar neste palácio. Hoje o espaço é dividido em alguns ambientes: Galeria Palatina (possui obras renascentistas), os Apartamentos Reais (14 salas que eram usadas pelos Médici), Galeria de Arte Moderna, Museu da Prata, Museu da Porcelana, Museu do Traje e Museu dos Coches. Além disso, há os fantásticos Jardins di Boboli.

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Seguimos até ao Pallazzo del Popolo onde está o Museu del Bargello. Ali há Michellangelo, Donatello e outros.

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Para terminar nosso dia, já que precisávamos voltar para pegar o trem até a Veneza, fomos andando até a praça onde está a Basílica de Santa Croce. Dentro da igreja há uma túnica usada por São Francisco de Assis e também é onde estão sepultados Michellangelo, Dante Alighieri, Galileu e Maquiavel.

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E assim terminou nosso único dia nessa cidade tão bela que, sem sombra de dúvida, merece muitos mais dias!

7 comentários sobre “Desbravando Florença em um dia

  1. Bianca Marinho disse:

    Ahhh Florença!!! Eu fiquei 3 noites e ainda assim queria mais um pouquinho, mas consegui rodar cada cantinho da cidade. Me encantei por tudo, não consigo citar um lugar em especial:

    Piazzale Michelangelo: ideal ir no fim do dia para apreciar o pôr do sol. Tem uma escadaria onde as pessoas se reúnem para assistir o mix de cores que o céu proporciona.

    Boboli Gardens: Me apaixonei pelo lugar e quase perco a hora para outros compromissos. Quando você acha que já viu tudo, suba mais um pouquinho por um caminho não tão a vista e aí estará no topo dos jardins. Juro, não dá vontade de ir embora!

    Para quem leu Inferno de Dan Brown, como eu, e esteve no Palazzo Vecchio e se deparou com a máscara de Danti Alighieri com certeza perdeu uns bons minutos observando. Até que achei a Casa Di Dante e várias outras homenagens ao poeta espalhadas pela cidade.

    Andei, tirei fotos, me encantei por Florença… Posso passar um dia inteiro falando sobre a cidade! S2

  2. Grinde disse:

    Morei em Florença por seis meses, demorei muuuito pra me acostumar com a cidade, pra “encontrar meu lugar” nela, mas agora sinto saudade!
    Não sou muito de museus (mas me encantei com a Galleria degli Uffizi) então preferi caminhar bastante pela cidade, colecionando cantinhos favoritos, e esse post me deixou com com vontade de fazer isso de novo! 🙂

  3. Clarissa disse:

    Oi, Thaissa!

    Estou planejando uma viagem para Itália em Novembro e para montar meu roteiro, estou utilizando muitas das suas dicas – o blog é ótimo!

    Pelo que li aqui, você não se hospedou em Florença, mas apenas passou o dia.

    Estou planejando fazer o mesmo em Verona – a ideia é sair de Florença, passar o dia e dormir em Bolonha, seguindo para Verona pela manhã apenas para passar uma parte do dia e seguir para Veneza.

    Queria saber o que você fez com as malas nesse período em que estava conhecendo a cidade de Florença. Guardou nos lockers? Pensei em fazer isso, mas admito certo receio.

    Parabéns pelo blog!!

    Bjs

    • thaissachaga disse:

      Oi Clarissa! Na verdade, em Florença, em devolvi o carro e dormi um dia no hotel. Eu tentei evitar ao máximo deixar as malas no carro (já fui furtada em Portugal e roubaram todas as nossas malas). Porém em Assis, precisei deixar as malas no carro. Quando viajei pela Espanha de carro, precisei deixar as malas quase todos os dias no carro. MInhas dicas: deixe em um estacionamento pago que tenha vigias ou, se for na rua, estacione onde tiver muitos outros carros já. Nunca estacione em lugares meio desertos, mesmo que precise pagar um pouco mais por isso. No mais, aproveite muito!
      Beijos

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