Você já ouviu falar no Jalapão?

Eu até pouco tempo atrás não sabia o que era o Jalapão! Não, não é algum lugar lá na África ou na Ásia, essa maravilha é nossa!

Um dia eu estava lendo alguns posts no site do Mochileiros quando apareceu esse nome em algum lugar. Nunca tinha ouvido falar sobre Jalapão e fui ler onde era. Caramba, ficava no Brasil! Ah, e eu adoro conhecer lugares mais diferentes e não tão turísticos assim. Pronto, eu tinha que ir lá! João topou na mesma hora e resolvemos passar o Carnaval de 2012 lá.

Mas afinal, o que é o Jalapão?

O Jalapão é um “deserto” em pleno centro do Brasil. Localizado em Tocantins, é um Parque Estadual bastante amplo, com a área maior que o estado do Sergipe! Com característica do cerrado e da caatinga, é composto por inúmeras cachoeiras, rios, chapadas, morros e uma diversidade de fauna e flora incrível.

Essa é a região onde encontramos o Capim Dourado, uma espécie de planta a partir da qual é produzida diversas bijuterias e outros apetrechos. Aqui é o único lugar do Brasil onde encontramos os fervedouros, uma espécie de poço d’água onde é impossível afundar devido ao fenômeno conhecido como ressurgência.

O Jalapão tem a menor densidade demográfica do Brasil (cerca de 1 habitante por quilômetro quadrado) e ainda é pouquíssimo visitado pelos brasileiros.

Existem duas estações: a seca (de abril a outubro) e a chuvosa (de novembro a março). Vale a pena conhecer em qualquer uma delas. Nós pegamos alguns dias de chuva e estradas de terra mais complicadas de se andar, mas nada que atrapalhasse.

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Onde fica?

A região faz fronteira com Bahia, Piauí e Maranhão. Para entrar nessa região, os principais povoados são Novo Acordo ou Ponte Alta de Tocantins. Outros povoados famosos como base para visitar as atrações da região são Mateiros e São Félix do Tocantins.

Como viajar para lá?

Nosso primeiro probleminha era que não tínhamos como emendar a quinta e sexta e portanto a viagem tinha que ser de sexta à noite até quarta de Cinzas. Nessa região é quase impossível ir por conta própria. O local é todo com caminhos de terra, zero asfaltado, sem mapeamento e enorme! Ah e é obrigatório ir de carro com tração nas rodas. Logo, você vai ter que se render e ir de excursão ao Jalapão. E aí vinha o problema: a agência mais famosa da região (Korubo) só tinha pacotes de 7 dias para o período, bem carinhos e dormindo em acampamentos (parece que são super acampamentos, bem equipados e confortáveis). Comecei a fuxicar aqui e ali e cheguei a agência Norte Tour. Era exatamente o que eu buscava! Excursão de 4 dias com todas as noites dormindo em pousadas simples mas com ar condicionado, todo o transporte e comida incluída pelo preço de R$ 1.250 por pessoa em pleno Carnaval.

Compramos nossa passagem Rio de Janeiro – Palmas por cerca de R$ 800,00 e com escala em Brasília (não havia vôo direto na época). Chegamos na sexta à noite e a Norte Tour nos buscou no aeroporto levando a um hotel que escolhemos em Palma para pernoite. Escolhemos o hotel Lago da Palma tanto para ficarmos na chegada quanto na saída, com uma tarifa de R$ 125,00 o casal por noite. O hotel é bem confortável e com café da manhã bem gostosinho. Também está bem localizado, o que foi importante na volta quando fomos conhecer Palmas.

No sábado de manhã, a Norte Tour nos buscou, fomos até a agência deles, onde nos arrumaram nos carros para começar a expedição. Lá existe um jipe maior em que cabe umas 10 pessoas e os outros são normais, levando até 4 pessoas. Todos com tração 4×4 nas rodas, claro! Nós demos muita sorte e ficamos sozinho em um carro, junto com Efrônio, nosso querido motorista. Digo sorte porque as estradas que passamos são tensas, todas de areia, esburacadas, você treme o tempo inteiro! E andamos bastante de carro ao longo dos dias pois as atrações são bem afastadas uma das outras. Logo ter o banco de trás inteiro para mim, foi ótimo! 🙂

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Fotos fornecidas pela Norte Tur

Jalapao_048_foto Carla Vieira

Fotos fornecidas pela Norte Tur

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Eufrônio, nosso guia

Alguns Conselhos:

– Leve um casaco pois na época da chuva o dia é quente (menos que na época seca), mas a noite faz um friozinho.

– Não esqueça de passar muito protetor solar e repelente.

– Leve roupas bem leves e confortáveis, bíquinis/sungas e tênis bom para andar.

– O celular quase não pega na região, então aproveite para desconectar um pouco.

– Leve dinheiro pois cartão é bem pouco aceito e não há caixa eletrônico na região.

Pronto, prepare-se para uma viagem diferente e se entregue a descobrir esse cantinho do nosso Brasilzão!

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