O Jalapão é Bruto – Roteiro de 4 dias

Dia 01:

Sábado pela manhã e lá estávamos nós acomodados em nosso jipe, começando a aventura pelo interior do Tocantins. A viagem começa em direção a Novo Acordo. Essa primeira parte é em estrada asfaltada. Fomos olhando Palmas e outras pequenas cidades que iam passando até chegar a Praia do Borges. Essa “praia” é formada por um rio com areia que fica perto de um barzinho.

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A partir daí começa o sacolejo pelas terras do Jalapão. Um chuvinha leve começou a cair e fomos por 2 horas até o local do almoço. Nessa primeira manhã, já deu para perceber como era belo e bruto o Jalapão! Nesse dia o almoço foi na Fazenda Rosalina, uma galinhada super gostosa, comidinha caseira e doce de abóbora e frutas de sobremesa.

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Após um descanso na rede, fomos ao Morro Vermelho, que fica perto do local do almoço. É uma caminhada tranquila (inclusive com alguns momentos com ajuda da corda) até o alto do morro. Nessa hora descobrimos que toda essa região foi, no passado muito remoto, coberta pelo mar.

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Voltamos ao jipe e mais algumas horinhas de estrada até a Pedra da Catedral. Momento de dar uma esticada na perna e tomar uma água e comer um biscoitinho. Detalhe: havia muita água disponível e muitos lanchinhos fornecidos pela Norte Tur a viagem inteira!

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Depois dessa parada seguimos direto até o Restaurante Capim Dourado onde comemos uma comidinha caseira e fomos para a pousada. Hora de recarregar energia para mais um dia de surpresas.

Dia 02

Acorda cedinho, toma café e parte para o jipe. Primeiro lugar do dia: um mergulho na Cachoeira da Formiga. Geladinha e com uma certa correnteza, mas com uma cor super transparente.

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Depois dessa parada fomos conhecer um dos mais famosos fervedouros da região. Na explicação técnica, fervedouro é um poço de água que possui uma nascente subterrânea que devido a pressão hidrostática não deixa nada afundar. É impossível encostar no fundo. Realmente é impressionante! Você olha de fora e não acredita. Você entra, vai andando, até que chega lá! Uma mistura de água com areia é jogada para cima e por mais que a gente tente, não afunda. É muito boa a sensação. Pena que temos um tempo limitado para ficar, pois para preservação apenas grupos de 6 pessoas podem permanecer ao mesmo tempo.

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Depois fomos visitar Mumbuca, o povoado que iniciou o artesanato com o capim dourado. O lugar é super simples, apenas uma rua de casas simples e os produtos são muito bem feitos. Almoçamos em um restaurante com comida super gostosa, self service. No fim do dia seguimos até as Dunas do Jalapão para vermos o pôr do sol.

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Fim do dia rumo a Mateiros para a pousada. Jantamos uma pizza, conversando com o grupo que naquela hora já era quase um grupo de antigos amigos. Engraçado que o grupo era bastante heterogêneo: tinha um casal noivo que a mulher era super urbana e estava lá para realizar o sonho do noivo; dois casais mega aventureiros que curtiam apenas a natureza e odiavam Campos do Jordão; grupo de amigos que topava tudo desde que viajassem juntos. E assim formávamos um grande grupo que apesar de diferente, se encantava de forma igual pela viagem.

Dia 03

Esse dia começou cedo para alguns. Uma das programações era acordar as 3:30 da manhã e fazer um trekking pela Serra do Espírito Santo para admirar o nascer do sol. Nós acabamos optando por não participar pois o cansaço era bem grande e nosso lado aventureiro já estava bem suprido por toda a programação. Para dizer que não vimos, o nosso guia nos levou para dar uma olhada na Serra.

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Assim acordamos um pouco mais tarde e depois do café fomos para o Rio Novo. Como o dia hoje era longo em termos de sacolejo, quer dizer estrada, o almoço foi um pic nic com frutas, sanduíches, suquinhos e outras delícias na Prainha do Rio Novo.

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A parada seguinte foi um dos lugares que mais gostei: a Cachoeira da Velha. Eu ainda não conhecia as Cataratas do Iguaçu e, par mim, foi surpreendente ver a força da água respingando na gente, ouvir de perto aquele barulho forte da natureza. Arrepiei!DSC08741

Fim do dia rumo à cidade de Ponte Alta para um luau e churrasquinho a beira da piscina.

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Dia 04

Hoje era nosso último dia e acordamos cedinho. Um café gostosinho para acordar, arruma malas e vamos s’imbora para a Pedra Furada. Uma formação natural que possui um buraco. Andamos pela fenda e depois seguimos até o outro lado, fazendo uma pequena caminhada.DSC08788 DSC08792

Depois fomos a Cachoeira do Lajeado. Para ir nessa cachoeira, eles não levam crianças ou pessoas mais idosas. É necessário descer uma grande quantidade de pedras molhadas e, por isso, escorregadias. Deixamos todas as coisas em cima e descemos de tênis.

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Fomos almoçar e depois fomos ao Cânion Sussuapara para finalizar o Jalapão com chave de ouro. A gente desce o cânion, chega em um local escuro e fazemos um momento de silêncio para ouvir os barulhos da natureza. Muito emocionante!

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E assim chegou ao fim nossa expedição. Foi demais, diferente de tudo que conhecia. A natureza em seu estado natural, bruto, sem muita interferência humana. Há um projeto para começar a asfaltar a estrada. Eu, sinceramente, torço para que isso não aconteça. Essa região precisa ser conhecida, mas não invadida pelo turismo de massa. Vá logo, antes que as coisas mudem!

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Voltamos para Palmas onde passaríamos a quarta-feira seguinte. Mas isto é assunto para outro post.

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