Austrália e Nova Zelândia na prática (inclusive como tirar visto australiano)

Chegar ao outro lado do mundo não é fácil, mas aqui vão algumas dicas práticas para organizar sua viagem para lá.

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Chegar em Sydney não é fácil, mas vale muito o esforço!

Como chegar lá?

Não existe vôo direto para Oceania, então necessariamente será preciso parar em algum lugar no caminho. Existe a opção de ir pelo Oeste pela Argentina com a Aerolíneas ou pelo Chile com a Lam/Qantas. Pelo Leste as opções são diversas, mas a mais frequente devido a menor distância é pela África do Sul.

Nós compramos a passagem há muitos meses a um ótimo preço. Eu sempre costumo pesquisar as passagens pelo site da Decolar e entrar no próprio site da empresa para comprar. Porém dessa vez, o preço da Decolar estava muuuito menor que no site da cia aérea e, pela primeira vez,  comprei por ali. Fiquei um pouco receosa, mas foi tudo ótimo. Houve algumas mudanças de horários nos vôos, mas sempre me avisaram e sugeriram soluções aceitáveis. O único ponto ruim é que não dava para reservar os assentos porque eram de companhias diferentes.

O vôo de ida foi pela Gol e saiu na sexta as 22 hrs do Santos Dummond, no Rio e foi para São Paulo, em Garulhos. Dormimos por uma noite no Ibis de Garulhos e saímos as 7 hrs do sábado de Tam para Santiago, onde pegamos um vôo da Qantas para Sydney. Conhecemos o novo terminal de Garulhos e realmente está ótimo. A Tam atrasou o vôo de SP para Santiago e isso quase nos custou perder o vôo da Qantas. Chegamos faltando 20 minutos para o vôo sair. Como o check in precisou ser feito lá, nos colocaram nos dois últimos lugares restantes, separados e no meio (o que realmente eu odeio!!) para um pequeno vôo de 15 horas!!! Nos avisaram que as malas não iam nesse vôo e só chegariam no dia seguinte. Mas aí, fomos salvos pelo excesso de segurança! Quando entramos no avião, logo na porta ficam alguns seguranças que revistam todas as malas de mão, abrindo e jogando fora todos os líquidos que você tenha, como águas ou outras bebidas. Parece que a Austrália endureceu bastante a revista porque estão recebendo algumas ameaças terroristas. Algum passageiro, contudo, disse que alguma pessoa não tinha sido revistada. Então, depois de estarmos todos sentados, esperando para decolar, o comandante mandou todos saírem e entrarem novamente para serem revistados. Fomos lá e adivinhe? Foi necessário sair mais uma vez! Enfim, decolamos com quase uma hora e meia de atraso. Mas, nessa confusão toda, nossas malas embarcaram e chegaram junto com a gente!

A Qantas é uma companhia australiana e o vôo foi muito bom. Cadeiras confortáveis e que reclinavam bastante, ótimas opções de filmes e entretenimento individuais, entrega de cardápios no início com três opções para refeição, comida boa, disponibilidade de biscoitos e alfajores o tempo inteiro, ganhamos uma garrafinha de água que podia ser enchida o tempo inteiro. Enfim, 15 horas nunca é rápido ou confortável, mas passou e chegamos.

Como íamos para a Nova Zelândia depois, compramos o vôo de volta saindo de Auckland e indo direto para Santiago. Esta volta foi pela Lam e durou 11 horas. O serviço da Lam foi bom, mas achei o da Qantas melhor. Esperamos 2 horas em Santiago e embarcamos, ainda de Lam, para o Rio de Janeiro, em mais quatro horas de vôos.

Preciso de Visto?

Sim! Para ir até a Austrália, você precisará de visto. A notícia boa é que foi muito fácil tirar esse visto. Já a notícia ruim, é que o preço não é nada amigável…

Para tirar este visto, não precisa contratar despachante, nem nada. Entre no site da Imigração Australiano (clique aqui) e faça o passo a passo. Se você vai viajar a turismo como nós e tem passaporte brasileiro, o visto que precisa é o Subclass 600 (aqui!).

É preciso se cadastrar e estar logado no site. A qualquer hora você pode salvar o formulário e quando voltar ele estará salvo ali.

São em torno de 18 passos de perguntas a serem preenchidas. Dá trabalho, mas responda apenas verdades. Por exemplo, eles perguntavam se íamos visitar alguém e nós falamos a verdade, dando o endereço do irmão do João, inclusive. No final, é preciso pagar com um cartão de crédito o visto (pagamos algo em torno de R$ 300 cada).

Depois, há um espaço para anexar documentos. Eles não exigem nenhum específico, mas quanto mais informações, melhor. Nós enviamos: contracheque dos últimos três meses, extrato cartão de crédito, cópia do passaporte e identidade, último imposto de renda, comprovantes de investimentos. O nosso caso era muito fácil para conseguir um visto: somos os dois empregados de carteira assinada e conseguimos comprovar isto sem problema.

Preste atenção ao seu e-mail. No dia seguinte, recebemos um e-mail com um anexo que era nosso visto. Apesar de termos pedido apenas uma entrada, ganhamos entradas múltiplas durante um ano. Imprimimos este anexo e levamos conosco.

Se tiverem qualquer dúvida nesse processo e quiserem ajuda, podem me escrever nos comentários. Se eu souber, ajudo com prazer!

Para a Nova Zelândia, não é preciso tirar visto. O mesmo é consentido na entrada do país, durante a imigração.

Certificado de Febre Amarela?

Então, na Austrália, pela regra, é preciso apresentar o certificado de febre amarela. Contudo, na imigração não nos pediram nada. Na alfândega, o agente me perguntou se tínhamos apresentado o certificado na imigração. Eu disse que não, mas que tinha ali. Mas, ele disse que não precisava apresentar.

Na Nova Zelândia não precisa deste certificado.

Como foi a imigração?

Imigração da Austrália foi muito fácil, sem pergunta alguma. Não precisamos apresentar o visto. Porém acho que ele identifica o mesmo pelo passaporte.

Na Nova Zelândia algumas perguntas foram feitas, como o roteiro e como viajaríamos. Mas nesse país, a grande questão é a vigilância da alfândega. Ali é proibido entrar com qualquer tipo de comida. Vários avisos são dados até chegar ao agente, alertando que multas de $400 serão aplicadas caso alguma comida seja encontrada. Nós, por via das dúvidas, jogamos nossas frutas e sanduíches fora. Todo mundo passa pelas esteiras todas as malas, enquanto um cachorro fica cheirando as mesmas. Bizarro!

Quando ir?

Nós fomos na primavera (três últimas semanas de outubro) e pegamos um clima bom na Austrália (apesar de dois dias de chuvas em Sydney) com sol e calor (muito no deserto). Na Nova Zelândia, pegamos bastante frio, usando nosso casacão todos os dias. Estava escurecendo quase 21 horas nos dois lugares, o que era ótimo para os passeios turísticos!

Din din:

O dinheiro na Austrália é o dólar australiano e na Nova Zelândia o dólar neozelandês. O primeiro é quase perto do dólar americano, já o segundo é um pouco mais barato.

Os dois países são caros, e muito! Nós levamos dinheiro vivo (dólar americano), sacamos de nossas contas e usamos cartão de crédito em alguns momentos.

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Dólares australianos

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Dólares neo zelândeses

Outras dicas:

Wifi: essa foi uma grande decepção. Em países como esses eu esperava internet de graça e em vários lugares. As internets dos hotéis eram limitadas a uma determinada quantidade ou totalmente pagas.

Banheiros: isso foi um show a parte. Havia banheiros públicos e limpos em todas as estações de mêtro na Austrália e nas ruas dali e da NZ.

Água: nos dois países se pode beber tranquilamente a água da pia. Sempre levava uma garrafinha para encher nos bebedouros pelas ruas.

Idioma: o inglês dos dois países é bastante diferente e no início tivemos um pouco de dificuldade, mas rapidinho nos adaptamos!

Quer saber do nosso roteiro? Espera o próximo post!

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