Waitomo e Rotorua: uma boa dobradinha na Ilha Norte da Nova Zelândia

Depois de cinco dias muito bem aproveitados na Ilha Sul (olha aqui!), chegamos no aeroporto de Auckland para mais três dias conhecendo a parte Norte desse país.

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Chegamos ainda pela manhã, alugamos um carro na Ace e partimos em direção a Waitomo. Na saída de Auckland, vimos pela primeira vez um trânsito intenso nesse país e auto estradas movimentadas. Nosso GPS nos guiou e lá fomos nós.

Waitomo é uma micro cidade famosa por suas cavernas, cheias de estalactites e estalagmites. Isso já seria um motivo e tanto para irmos até lá. Mas o mais incrível e que atrai tantos turistas até ali se chama Arachnocampa. Complicado esse nome, né? O nome popular é glow worm. Mas o que é isso? Bom, é uma espécie de inseto que vive dentro dessas cavernas. Para capturar seus alimentos, suas mucosas formam uma espécie de fio onde as presas ficam grudadas. Tá e cada o especial nisso? Uma enzima produzida por esses bichinhos é capaz de produzir uma espécie de luminosidade incrível! Como eles ficam ali no teto grudados, com suas luzes que também servem para atrair presas, parece que estamos debaixo de um céu muito estrelado! Ah, e esses bichinhos vivem apenas na Nova Zelândia!

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Não podemos tirar fotos ali de dentro, então segue uma que encontrei numa notícia Fonte: http://new-zealand.etbtravelnews.com/

Na cidade, temos a opção de visitar três cavernas: Ruakuri Cave (caverna com tour mais longo), Aranui Cave (com as formações geológicas mais bonitas) e a Waitomo Glow Worm Cave (a que visitamos).

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Saída da Caverna

 

Os maoris, os primeiros habitantes da Nova Zelândia, foram os primeiros a descobrir essas cavernas. Até hoje, eles são os guias que nos conduzem pelos tours por ali. Isso deixa o passeio mais autêntico e nos permite conhecer um pouquinho mais desse povo com uma história tão rica. O passeio começa com a observação das estalactites e estalagmites e a história da caverna. Passamos por uma área onde temos uma acústica perfeita. Nesse momento, a lanterna é apagada e nosso guia nos encanta cantando uma música maori. E depois sentamos em um barquinho e, em um total silêncio, percorremos o riacho dentro da caverna observando o céu iluminado pelos glow worms. Demais esse passeio!

A próxima parada foi Rotorua: a bela cidade fedorenta. Dei esse carinhoso nome para uma encantadora cidade, mas que cheira a enxofre! Rotorua é uma cidade de intensa atividade geotermal.

Uma breve explicação: o interior da Terra é quente, cheio de movimentos e a energia gerada por esse calor se chama geotérmica. Na maioria dos lugares, para alcançar esse calor é preciso entrar vários km abaixo do solo. Ali em Rotorua, o calor está pertinho da superfície e escapa em forma de geysers ou fumarolas trazendo vários elementos junto, como ferro, enxofre e níquel.

Quase 1/3 da população de Rotorua é de maoris, o que torna ainda mais especial essa cidade.

Atividades não faltam aqui. Nós tivemos um dia inteiro e aproveitamos intensamente nossa estadia.

Primeiro visitamos o parque Wai-o-Tapu, o mais famoso parque termal dali. De forma natural, diversos lagos se formam com as águas termais e quentes que brotam do solo. E dependendo da concentração de diferentes nutrientes, as cores dos lagos variam.

Por ali há também um geyser que, de vez em quando, entra em erupção naturalmente. Para atrair os turistas, as 10:15 hrs, um apresentador faz o geyser funcionar artificialmente (jogando um sabão). Programa bem para turista ver, mas vale a pena chegar cedo e correr até ali.

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Depois entramos no parque e fizemos o circuito completo com 25 atrações. Todas estão explicadas num folder em português! Vou deixar aqui algumas fotos de algumas dessas atrações.

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Pela tarde foi a vez de um pouco de aventura: o Canopy Tour.  Nesse tour percorremos uma floresta tropical, conhecendo várias espécies de pássaros que só a Nova Zelândia possui e atravessando pontes suspensas e tirolesas.

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Nós adoramos esse passeio! Conhecemos por exemplo os graves problemas que há na ilha com a chegada de animais de fora trazidos pelos homens, como o diabo da Tasmânia. Ele é um dos piores predadores dos kiwis, pássaros tão representativos do país. O guia é ótimo, o grupo é pequeno, conhecemos uma parte não tão visitada de Rotorua, que são as florestas e ainda percorremos tirolesas altas e compridas no meio das árvores!

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Para terminar nosso dia em Rotorua resolvemos ir a um show/jantar Maori. Turístico? Demais! Mas muito interessante! Escolhemos o Mitai Maori Village e eles foram nos buscar no hotel., com uma guia maori já vestida a caráter.

Algumas entradinhas de boas vindas e sentamos na mesa reservada para a gente. Junto estavam um casal australiano e um alemão. Um apresentador inicia a noite perguntando de onde vem os convidados. Eu sei que isso é super clichê, mas adoro!!! Descobrir todas as nacionalidades por ali e dizer felizona que sou brasileira!rs

Depois saímos para ver nossa comida sendo preparada. A comida típica maori é cozida no solo, usando o calor da energia geotérmica e inclui batatas, sempre. Depois conhecemos alguns utensílios maoris, como a canoa. E fomos a um laguinho onde assistimos uma breve apresentação de cinco maoris navegando.

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A partir daí fomos assistir ao show. Vimos danças, brincadeiras e um pouco mais da cultura maori. Gostei muito dessa parte! Por mais que saibamos que é um show, preparado para turista, dar para conhecer um pouco de como já foi a vida daqueles primeiros habitantes da Nova Zelândia.

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Para terminar a noite, chegou a hora do jantar! Era muita comida e servida à vontade. Salada, pão, carne, arroz e batatas. Tudo muito bem feito. Ainda teve cinco sobremesas para arrematar!

Antes de encerrar o assunto Rotorua, mais duas dicas:

O restaurante Indian Star Tandoori é um dos mais bem avaliados pelo Tripadvisor. Gente, como é bom! O atendimento é nota 10 e a comida muito bem feita. Eu gosto de comida apimentada, mas o João não. Conseguimos comer os dois muito bem.

Agora a dica do hotel. Recomendadíssimo! Grande, confortável, bem localizado, preço bom e com café da manhã! O nome é Accolade Lodge Motel.

Dois dias de paisagens únicas e bem diferente do que vimos na Ilha Sul. Coisas da pequena Nova Zelândia…

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