Ilha de Marajó: como chegar, onde ficar e roteiro

Ilha de Marajó foi o lugar que visitamos junto com Belém no último Carnaval. Uma surpresa! Lugar lindo, natureza impecável, diferente.

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Como expliquei neste post aqui, a ilha de Marajó é a maior ilha fluviomarítima do mundo. São 12 municípios em toda a ilha, sendo Soure e Salvaterra as mais turísticas. Um dado triste é que o município com pior IDH do Brasil fica na ilha, Melgaço.

Geograficamente, a ilha está quase na Ilha do Equador e é banhada pelo Oceano Atlântico, Rio Amazonas e pela chamada Baía do Marajó. Soure fica bem perto tanto do rio quanto do oceano, o que faz com que suas praias sejam todas salobras, ou seja, mistura de água doce e salgada. E também temos o fenômeno conhecido como pororoca que é quando as águas do oceano e do rio se encontram, ficando muito agitadas.

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Fonte: www.bahia.ws

A cultura marajoara é bem marcante e foi desenvolvida pelos povos pré colombianos que ali chegaram no ano 400. Era uma sociedade de linhagem maternal, em que as mulheres trabalhavam com a argila e a cerâmica, pintavam os corpos e viviam em casas mais altas, palafitas, devido a variação da maré. Engraçado pensar como, em uma ilha tão isolada para a época, se desenvolveu uma cultura tão rica!

Hoje em dia, vimos uma cidade simples, mas de gente feliz pela natureza abençoada. Um ponto muito marcante são os búfalos de Marajó. Eles estão por toda parte! No meio da rua, nas praias, nas fazendas, como transporte da polícia. Ninguém sabe ao certo como os búfalos chegaram, mas eles se adaptaram muito bem. São exímios nadadores e sobrevivem muito bem ao clima da ilha.

Falando em clima, a ilha tem a época seca e a chuvosa. Fomos na última e pegamos chuva em uma tarde. Chuva muito forte, mas que passou em menos de uma hora, dando espaço para um lindo sol.

Como chegar?

Desde final de 2015 está muito fácil chegar na Ilha de Marajó pois a empresa Tapajós Expresso iniciou uma rota Belém – Soure. A ida saí diariamente às 8:00 e o retorno é 14:30. O percurso leva 2 horas.

Comprei online pelo site e foi a melhor decisão. As passagens lotaram com alguns dias de antecedência e teve gente que ficou sem essa balsa. Lembrando que fui no Carnaval, então melhor garantir a passagem antecipada.

Na hora do embarque, pegamos um táxi em Belém até o porto de onde sai a balsa. É bem perto da Estação das Docas e da parte central de Belém. Fomos na bilheteria onde, com meu documento de identidade, são emitidas as passagens de ida e volta que comprei pela internet.

A balsa é nova e, como entretenimento, passa um filme durante o percurso. Essa região é conhecida por suas águas agitadas, devido ao fenômeno da pororoca. A ida foi realmente intensa. A balsa bateu muito, durante quase o percurso inteiro. O que mais vi foram pessoas passando mal. Eu costumo não enjoar e, ufa, sobrevivi. A volta foi bem mais calma, sem movimentação alguma.

Em Soure, o local de desembarque é bem central, perto das ruas principais. Nosso hotel ficava a três minutos a pé. Para quem precisar, há mototáxis e táxis.

Nossa Pousada

Apesar do turismo estar crescendo na ilha, a infraestrutura ainda é bem precária. Poucos são os hotéis e esses lotam rapidamente. Pelo Booking havia poucas opções. Reservei com antecedência. Foi uma boa porque no Carnaval Soure estava com lotação máxima.

Ficamos na Pousada Aruanã. Os donos são um casal de professores de Belém, muito queridos. Adoram uma conversa e nos contaram muitos pontos interessantes da cidade. Também fazem questão de explicar os passeios, sugerir roteiros e até nos levaram aos locais do nosso primeiro dia de viagem. O quarto tem ar condicionado e TV, simples como tudo na ilha. Há piscina, mas não vi ninguém a usando. Café da manhã tem queijo marajoara, que eu amei. Minha única crítica é quanto ao colchão. Não sou de ficar reclamando desses pequenos detalhes. Mas nesse caso, o colchão era realmente muito duro. Senti quase que dormia no chão!

Nosso Roteiro

Dado o horário das balsas, o ideal é ficar dois dias. As principais atrações, que detalharei melhor em outro post, são:

  • Praia do Pesqueiro: fomos no primeiro dia. Fica um pouco mais afastado. Para chegar, o ideal é pegar um mototáxi e combinar previamente o preço.
  • Praia da Barra Velha: esta é a mais perto da cidade. Fomos andando e levamos uma meia hora nessa caminhada. A volta foi de moto-táxi
  • Fazenda Bom Jesus: fomos pela tarde depois da praia da Barra Velha. Lugar para conhecer mais da natureza da ilha e de seus pássaros.
  • Fazenda São Jerônimo: fomos no último dia, pela manhã, antes de pegarmos a barca. Lugar para andar de búfalo e conhecer mais da natureza de Marajó.

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Nos próximos post revelo a beleza dessa ilha que conquistou meu coração.

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