Cartagena colombiana: história, bairros, hotel e dicas básicas

Cartagena é a cereja do bolo de quem visita a Colômbia. A cidade mais turística do país é realmente linda e merece uns bons dias dedicados a ela. Nós ficamos quatro dias e foi ótimo para conhecer com bastante calma.

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Um pouquinho de História…

Antes dos espanhóis chegarem, quem habitava o local eram os índios calamari que, depois, foram chamados de caribes pelos colonizadores.

Em 1531, o espanhol Pedro de Heredia funda a cidade e a batiza de Cartagena pois sua baía era tão fechada quanto a Cartagena espanhola (que eu visitei em 2014, como pode ser visto aqui). E ela se torna a principal cidade da colônia dada a importância de seu porto de onde saía toda a riqueza das Américas (como o ouro) e eram comercializados muitos escravos.

Claro que a cidade era muito cobiçada e sofreu muitos ataques de tropas inimigas e de piratas. É por essa razão que o rei Felipe II mandou construir os 11 km de muralhas e fortes que hoje cercam o centro histórico de Cartagena.

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Pedaço das muralhas e da porta de entrada

Os nobres viviam dentro das muralhas nos bairros do Centro e de San Diego, enquanto os escravos viviam do lado de fora, no bairro de Getsemani.

A independência da cidade foi difícil e ela foi a última da Colômbia a ser liberada pelos espanhóis, em 1821.

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Uma espiada nas casas históricas de Cartagena

Os bairros de Cartagena

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A parte histórica e turística dessa cidade está concentrada no centro histórico e amuralhado. Dentro dele, os bairros chamados de Centro e San Diego são os que realmente ficam dentro das muralhas e onde estão muitos hotéis, restaurantes e lojas. Claro que, como toda cidade extremamente turística, esses são os dois bairros mais caros para se hospedar. O Centro é onde viviam as pessoas mais abastadas e, hoje, é onde tem as principais atrações da cidade. San Diego é mais residencial (junto com o pequenino bairro La Matuna). Nós ficamos em San Diego e amamos. Andar dali para o Centro é um pulo.

O outro bairro que vem atraindo muitos turistas em busca de preços melhores para se hospedar é Getsemani, área onde viviam os escravos antigamente. Apesar de ficar fora das muralhas, a região fica bem perto.

Entre estes bairros centrais a ideia é se locomover sempre andando e curtindo o clima dessa cidade.

O outro bairro, mais moderno, que fica fora da cidade histórica e é onde está a praia principal da cidade de Cartagena se chama Bocagrande. Muitos hotéis grandes, de redes, estão por ali. Eu, sinceramente, não recomendo a hospedagem por aqui. A graça de Cartagena é o seu centrinho e a praia de Bocagrande é bem feia e sem graça (ainda mais depois que você conhece algumas outras que existem na Colômbia)

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Nosso hotel em Cartagena

A graça de se hospedar no centro de Cartagena é ficar em uma das inúmeras hospedagens que ficam em antigas casas coloniais. Nós ficamos na Casa La Fe.

A localização é ótima, em frente a uma praça com bar e restaurante em San Diego. Pedi um quarto no primeiro andar pois não há elevador (muito comum nessas hospedagens do centro) e queria evitar que a minha subisse e descesse demais. Nosso quarto era bom, com cama de casal e de solteiro, ventilador e ar condicionado (itens essenciais nessa cidade). No último andar fica uma piscina, com um bar e um terraço para ver o pôr do sol. O hotel empresta bicicletas para passeios e agenda todos os tours que se quiser fazer. O café da manhã é servido em um lindo pátio central.

Guia de Sobrevivência em Cartagena

A cidade é linda e apaixonante, mas destaco alguns conselhos para se aproveitar melhor o passeio:

  • É quente e muito nessa cidade! Por isso, é de praxe, depois do almoço a cidade esvaziar e só encher de novo perto do pôr do sol
  • Nesse período em que os turistas somem das ruas, normalmente, eles vão para as piscinas dos hotéis. Por isso, indico fortemente reservar um hotel com piscina
  • Roupas muito frescas e sapato baixo, algumas ruas são de pedra e há buracos pelo caminho
  • Paciência com os vendedores ambulantes. Nunca vi perturbarem tanto como aqui. Você diz não obrigada, pronto! Começam a empurrar mais ainda, andam atrás da gente, fazem desconto, colocam as coisas no nosso braço. No final eu já era bem mais seca e mandava um Não forte e ponto
  • Mas não deixe de comprar a bolsa Wayuu, típica da Côlombia e que lá é muito mais barata do que aqui no Brasil. Comprei uma nas várias barraquinhas espalhadas pela cidade (a colorida abaixo) e outra numa loja.
  • Achei a cidade bem cara para os padrões da América Latina. Mas entende-se quando se percebe a quantidade de turistas, do mundo inteiro, por ali.
  • Quanto à segurança me senti bem tranquila de andar pela cidade histórica durante à noite. Um dia sai para passear por fora das muralhas e achei algumas áreas um pouco mais decadentes. Não sei se seriam perigosas
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Um vinho na piscina enquanto aguardamos a temperatura amenizar um pouco

Nos próximos posts, relato um pouco mais das atrações maravilhosas dessa bela cidade!

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