4 dias no Maranhão: São Luis, Alcântara e Lençóis Maranhenses

Do fundo do baú descobri algumas fotos da primeira viagem de avião que eu e João fizemos juntos, em abril de 2011. Uma amiga tinha me dito que sonhava em conhecer os Lençóis Maranhenses. Naquela época não tinha blog e o vício de viagem ainda não tinha me picado. E eu, hoje uma quase geógrafa de cidades que sonho em conhecer, naquela época não sabia o que eram esses tais Lençóis Maranhenses!

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Nossa viagem foi em um feriado de Tiradentes que caiu numa quinta-feira. Logo, tivemos quatro dias completo. O vôo de ida foi na véspera pela noite, parando em Brasília e a volta na madrugada do domingo para segunda (direto para o trabalho).

Dormimos as duas primeiras noites em São Luís, capital do Maranhão. O hotel ficava no centro e era bem simples. O nome é Pousada dos Leões. Optamos pelo centro pois a ideia era pernoitar no primeiro dia e no segundo visitar Alcântara. Mas voltando a São Luis, eu não ficaria no centro não que, pela noite, é deserto e perigoso.

No primeiro dia, fomos de táxi até o local de onde saem as barcas para Alcântara, bem perto das principais atrações do centro de São Luis. Assim, aproveitamos para dar uma volta por ali. Hoje sei a importância história que São Luis tem e investiria em um bom city tour por ali.

Alcântara

Alcântara é conhecida como uma cidade que parou no tempo. Fundada em 1648, ela teve seu apogeu na época da cana-de-açúcar, com construções coloniais que remetem a essa época. O declínio no século XIX fez os moradores abandonarem a cidade que, mais recentemente, voltou aos olhos dos turistas.

Para nós, a viagem de barco foi bem tranquila e, em pouco mais de uma hora, desembarcamos embaixo da ladeira do Jacaré. Subimos a mesma, com um calor daqueles, e acabamos contratando um guia que foi ótimo.

A primeira atração fica na praça principal da cidade e são as ruínas da igreja Matriz de São Matias. Uma igreja que não foi terminada pois o declínio da cidade chegou antes. Em frente a ela fica o único pelourinho original ainda preservado do Brasil. Pelourinho é aquele local onde os escravos eram castigados e, normalmente, ficavam na praça principal para que todos vissem. Ao redor da praça ainda ficam a Prefeitura, Câmara dos Vereadores e o Museu Histórico da cidade, além de uma imensa árvore que chama a atenção.

Seguimos pela Rua da Amargura que ganhou esse nome tanto pelos escravos que passavam ali para chegar ao Pelourinho, como pelas mães que se despediam dos filhos que iam estudar em Portugal.

Encontramos a Igreja Nossa Senhora do Carmo que tem um altar em barroco e as ruínas do Palácio do Negro onde os escravos eram comercializados.

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Em frente, mais ruínas. O boato de que D Pedro II iria visitar Alcântara levou dois barões, rivais políticos, a construírem dois palácios que iriam hospedar o imperador. Pois bem, a visita nunca aconteceu e os palácios viraram ruínas.

Seguimos ouvindo os causos, vendo as casas coloniais, os azulejos portugueses e almoçamos um ótimo peixe com arroz de cuxá, típico do Maranhão.

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Por fim, uma visita a Igreja dos Sinos onde há um mirante com vista linda da baía.

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Lençóis Maranhenses

No segundo dia, acordamos e fomos de transfer para Barreirinhas, porta de entrada para os famosos Lençóis Maranhenses. Para chegar ou se vai de ônibus normal da rodoviária ou de transfer. A duração é, em torno, de 4:30 hr. Barreirinhas é a principal cidade para se hospedar quando se deseja visitar os lençóis.

Ficamos hospedados na Pousada Vitória do Lopes. Não a encontrei mais na net. A pousada era muito simples, em um quarto sem janela e sem porta para o banheiro. Mas o que eu esperava de uma diária de R$ 70 o casal, com café da manhã, em pleno feriado? Serviu muito bem pelo custo benefício de dois estagiários, na época.

A melhor época para visitar os Lençóis é na época de seca, entre abril e outubro. As lagoas vão estar cheias (porque já choveu muito na época de chuva) e os dias lindos e sem chuvas.

Os Lençóis são as maiores dunas de areia da América do Sul. O vento faz as areias e as dunas se moverem, constantemente. As lagoas incrustadas no meio desse deserto de areia são devido ao movimento dos lençóis freáticos, que enchem na época das chuvas.

Para conhecer o paraíso existem alguns passeios clássicos.As agências tem preços tabelados e fizemos com a indicada pelo nosso hotel. Devido ao tempo disponível que tínhamos, fomos no mesmo dia em que chegamos, pela tarde, para a Lagoa Azul. O passeio é feito em um 4×4 até a beira dos lençóis, atravessando inclusive uma balsa. Saltamos no início do parque e, com um guia, vamos caminhando duna acima e duna abaixo e conhecendo a Lagoa da Preguiça, Esmeralda, Azul e do Peixe. O lugar é lindo, deslumbrante, único. Entramos nas lagoas em que podia e assistimos ao pôr do sol.

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Atravessando a balsa

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No dia seguinte, fizemos um passeio de dia inteiro pelo Rio Preguiças. Embarcamos em uma voadeira e fomos em direção aos Pequenos Lençóis. Uma área bem menor que a do parque, mas que tem as mesmas características. Confesso, que fiquei na dúvida de qualis dunas e lagoas me encantaram mais!

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Depois continuamos o passeio até uma vila de pescadores chamada de Mandacaru. O ponto mais famoso e com a melhor vista é o Farol de Mandacaru. Terminamos almoçando  em Caburé um delicioso peixe e descansando nas redes, na beira de uma praia de rio.

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A rua principal de Barreirinhas tem restaurantes e lojinhas para se aproveitar durante á noite. Não deixe de provar o típico guaraná Jesus, a bebida rosa do Maranhão.

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Nosso último dia foi de preguiça, acordar tarde e seguir de volta a São Luis. Realmente nosso país é fantástico! Não vejo a hora de voltar nesse paraíso…

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