Montenegro, um jovem país

Ao sul da Croácia, está um pequeno país cheio de belezas naturais e história. Montenegro merece ser conhecido e desbravado.

thumb_img_0827_1024

Kotor visto do alto

Um pouco de História

Conseguindo se manter longe da influência do Império Otomano, Montenegro era um principado autônomo cuja independência foi reconhecida pelo Tratado de Berlim em 1878. Porém veio a Primeira Guerra Mundial e a região foi anexada ao reino que deu origem a Ioguslávia, como contei aqui. Quando começaram as guerras de independência após a decadência da Ioguslávia, Montenegro continuou unido ao servos até muito recentemente. Em 2006 foi realizado um plebiscito em que a maioria votou pela separação dos montenegrinos. Assim, em 2006 surge o atual país conhecido como Montenegro.

Entendendo o país

O país, ainda muito jovem, tem problemas econômicos e ainda está se desenvolvendo. É nítida a diferença entre a Croácia e Montenegro. Neste último, encontramos pedintes e várias pessoas que não falavam inglês, nas cidades mais turísticas.

Os turistas focam sua viagem em Montenegro, principalmente, no litoral. As cidades mais famosas e turísticas estão ao redor da Baía de Kotor. Porém o interior do país também merece uma visita, por sua área verde e mais rural. Eu não tive tempo de explorar o país pois fizemos um bate e volta desde Dubrovnik focando,  realmente, nas cidades mais famosas.

No mapa abaixo é possível entender o formato do país, com suas principais cidades indicadas.

Como organizar um bate e volta desde Dubrovnik

A partir de Dubrovnik são menos de 30 minutos até a fronteira entre os dois países. Montenegro ainda não pertence a União Europeia, por isso, é preciso fazer todos os trâmites de saída e entrada nos dois países. Li muito sobre pessoas que levavam horas na alfândega durante o verão e fiquei com muito medo, afinal era pleno início de agosto. Por isso, saímos as 8 horas da manhã em ponto de Dubrovnik. Pegamos muito pouca fila e, em menos de 20 minutos, saímos da Croácia e entramos em Montenegro.

thumb_img_0736_1024

A vista de Dubrovnik enquanto pegamos a estrada para Montenegro

Nós alugamos um carro na véspera e deixamos na garagem do nosso apartamento de Dubrovnik. O aluguel foi feito através da Autoeurope e o buscamos na região de Lapad. Para isso, fomos de uber do centro de Dubrovnik até a locadora. Tudo muito simples e rápido. Não esqueça de pedir a carta que autoriza a entrada nos outros países da região. Nós ficamos com este carro por 7 dias e devolvemos em Zagreb, sem pagar taxa de sentido único (valor que muitas locadoras cobram por devolver em local diferente). Leia atentamente o que está ou não incluído na sua locação.

Não esqueça de levar Passaporte e o documento que a locadora do carro te dará para atravessar a imigração e alfândega de Montenegro.

No mapa abaixo coloquei o roteiro que fizemos: Dubrovnik – Perast – Kotor – Budva – Sveti Stefan. Existe um ferry que encurta muito a distância cortando a baía de Kotor. Se fizer o roteiro acima nesta ordem, pegue o ferry para voltar. Nós acabamos não usando o ferry nem na ida e nem na volta, o que tornou o passeio bem longo. Só chegamos em Dubrovnik perto das 21 horas.

captura-de-tela-2016-12-20-as-20-20-10

Nosso day tour em Montenegro desde Dubrovnik

captura-de-tela-2016-12-20-as-20-21-16

O ferry que encurta a distância

As estradas do país são ótimas e a paisagem que beira a baía de Kotor é única!

Perast

Esta cidade foi ocupada pelos venezianos abastados que construíram palácios e casas de veraneio à beira da baía. São duas ruelas, mas que possuem 17 palácios e 16 igrejas!

Famílias alugam as casas e passam o verão por ali. A vista da baía é incrível. Chama atenção mesmo são as duas ilhas que ficam logo ali em frente. A Ilha de São Jorge tem um monastério beneditino e a Ilha de Pedra com a Igreja de Nossa Senhora do Lago. Os pescadores contam que esta última ilha foi, na verdade, construída artificialmente para pagarem uma promessa. Barquinhos levam até as ilhas.

thumb_img_0960_1024thumb_img_0969_1024

thumb_img_0991_1024

Seguimos de carro, passando pelos fiordes da Baía de Kotor, que possui vistas incríveis em todo o trajeto.

thumb_img_0738_1024

Kotor

No meio da baía, chegamos a cidade mais turística desse país. Uma cidade amuralhada, em meio às montanhas, com uma beleza singular.

Estacionamos o carro e começamos a rodear a cidade, vendo o contraste entre o cinza e marrom das muralhas com o verde do rio que corta a cidade ao redor.

thumb_img_0747_1024thumb_img_0886_1024thumb_img_0889_1024

Entramos na cidade pelo Portão do Rio e fomos direto subir as muralhas da cidade. São 1.350 degraus e é preciso pagar (não lembro o valor, mas era bem baixo). As muralhas estão bem mal preservadas e o caminho, em alguns trechos, tem muitas pedras soltas e é até um pouco perigoso. O calor era descomunal, mas a paisagem que ia descortinando, cada vez mais do alto compensava. A baía, os telhados vermelhos da cidade e a vista do fiorde são únicos.

thumb_img_0770_1024

Vendo o formato triangular das muralhas do alto

thumb_img_0768_1024

 

No meio do caminho, para dar uma pausa no calor e relaxar um pouco, fica a Igreja Nossa Senhora da Saúde.

thumb_img_0829_1024

Vista de dentro da Igreja

A subida continua e a vista da Baía de Kotor, Patrimônio da Humanidade da Unesco, fica cada vez mais ampla. O fiorde que enxergamos é único dessa região da Europa. Os fiordes tradicionais são de origem glacial (degelo de geleiras), mas aqui foi o vale de um rio que foi invadido pelo mar que deu origem aos fiordes.

thumb_img_0797_1024thumb_g0023090_1024thumb_g0033107_1024thumb_img_0799_1024

thumb_img_0780_1024

Pela subida, tem janelas com vistas assim

Descendo as muralhas, o grande barato é caminhar pelas ruas de Kotor e observar as cores das janelas verdes nas construções marrons.

Passamos por algumas igrejas pelo centro histórico, mas é a Catedral de São Trifão, do século XII, a mais importante. Por dentro passamos por um pequeno museu e fomos na bancada do segundo andar para enxergar o centrinho do alto.

Paramos para almoçar e pedimos sanduíches com queijo e o presunto cru típico de Montenegro. Fiquei impressionado como é mais barato que Dubrovnik. Achamos que o sanduíche era individual pelo preço, mas aí chegaram dois pratos gigantes! Guardamos para a tarde de retorno no carro.

Budva

Seguindo viagem, o próximo destino foi a cidade mais amada pelos jovens. A cidade estava apinhada de gente, com música tocando por todo lado.

A cidade me pareceu um pouco desorganizada, daquelas que cresceram rápido e sem ordem. Um prédio em estilo modernoso fica ao lado de um centro histórico super antigo, nada harmonioso.

A cidade também é amuralhada. Andamos perdidamente pelo centro e demos uma pisada nas areias lotadas do mar adriático.

thumb_img_0907_1024

A muralha de Budva

Sveti Stefan

Seguindo dez minutos de carro desde Budva, fomos conhecer a ilha dominada por um hotel cinco estrelas. A ilha é habitada desde o século XII. Inicialmente, moravam ali 12 famílias.

A estrada de Budva até lá estava bem cheia e, principalmente no final, quando uma única pista serve para ir e voltar, foi bem tenso. Não quisemos descer na praia, que é possível, e acabamos só conhecendo a ilha do alto.

thumb_img_0946_1024

De longe

thumb_img_0951_1024

Dando um zoom para ver de perto

Daqui, retornamos em direção a Dubrovnik. Montenegro foi uma ótima descoberta nos Balcãs. Gostei muito do esquema bate e volta, apesar de cansativo. Se houver dias sobrando, vale explorar o interior desse país e descobrir mais imagens estonteantes!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s