Split, a cidade do imperador Diocleciano

Split é a segunda maior cidade da Croácia e bem famosa pela sua história. Além disso, é a porta de entrada para muitas das mais famosas ilhas croatas pois é dali que saem vários ferrys por dia em direção aos paraísos.

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Nós na parte central do antigo Palácio de Diocleciano

A fama da cidade veio quando o imperador romano Diocleciano, que ficou conhecido por perseguir os cristãos, resolveu que queria se aposentar de frente para o mar adriático, perto de sua cidade natal, justamente em Split. Mandou construir seu palácio que hoje se confunde com a própria cidade.

Como chegar?

Para chegar em Split, nós viemos de Mostar, na Bósnia, em um caminho de 170 km ou 2 horas em uma boa estrada. Pegamos a fronteira bem livre e sem trânsito.

Muitas pessoas chegam em Split vindo ou de Zadar ao norte ou de Dubrovnik ao sul, margeando o lindo litoral croata.

Há a opção de avião também dado que o aeroporto de Split é um dos mais importantes do país, com vôos da Ryanair e outras companhias.

Se estiver de carro, não é possível adentrar ao centro histórico com o mesmo. Nós, que fizemos uma parada e Split e não pernoitamos, estacionamos nosso carro em um estacionamento perto da Riva (calçadão a beira d`água). Era carinho, mas ficamos algumas horas e foi a melhor opção (ainda mais porque estávamos com todas as malas e queríamos um lugar seguro).

O que conhecer?

O Palácio de Diocleciano é, claro, a principal atração de Split. Mas o engraçado é que não é um museu ou ruínas dos que estamos acostumados. O palácio é a própria cidade. Dentro das ruas antigas, onde circulava o imperador e sua família, moram os locais, andam as crianças, vendem os comerciantes e passeiam os turistas. Confesso que fiquei bem perdida no início e foi difícil conseguir entender o palácio original.

Antes de começar o passeio, vale dá uma olhada no palácio antigamente pela foto abaixo que encontrei na internet antes de ir. Dá para perceber como o mar chegava na beira do palácio e a dimensão do mesmo.

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Antigo Palácio de Dicoleciano (Fonte: Site Visit Split)

O palácio é patrimônio da Unesco e acredito que contratar um guia pode ser um ótimo começo. Nós acabamos não fazendo isso pois não queríamos ficar tanto por ali.

O tamanho da construção impressiona com seus quase 900 metros de perímetro e cercado por uma muralha de 25 metros de altura e 16 torres de vigilância. Na parte da frente ficavam os aposentos do imperador e de sua família e na parte de trás as instalações militares. Depois que Diocleciano morreu, outros imperadores por ali moraram. Porém, com o declínio da cidade, o palácio ficou abandonado. No ano de 614, os moradores de Salona fugiram por ela ter sido invadida em direção a Split. E começaram a viver dentro das ruínas do antigo palácio.

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Detalhes da torre e da muralha

Nós entramos na área histórico pela rua Trg Brade Radic, chegando a uma praça charmosinha. Dali, a ideia foi chegar a área do palácio passando pelo Portão de Ferro. São quatro portões que dão acesso (Ferro, Outro, Bronze e Prata).

Chegamos a parte principal do palácio. Esta praça central, que separava os templos religioso, o mausoléu e os aposentos do imperador é chamada de Peristilo.

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Portão de Prata que dá acesso ao Peristilo

É onde está a Catedral de São Domnius que foi criada para ser o mausoléu de Diocleciano. Ele não era cristão e claro que a função de catedral só veio depois. Os restos mortais do imperador foram jogados no mar pelos cristãos quando estes invadiram o mausoléu e transformaram o mesmo na Catedral. Vale a curiosidade de que a esposa e filha do imperador também eram cristãs e morreram envenenadas.

A catedral possui uma forma octogonal e um campanário (a torre alta) ao lado. Repare nos dois leões que guardam o local e nas esfinges negras (uma delas fica na entrada do Templo de Júpiter). Como Diocleciano odiava os cristãos, ele decapitou uma das cabeças da esfinge (a do Templo de Júpiter) assim como fazia com os cristãos.

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Detalhes do Campanário

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Detalhes das colunas em forma octogonal da Catedral

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A esfinge negra aqui no canto e o leão mais ao centro

Para entrar é preciso comprar ingresso. Nós compramos um que dava direito a visitar cinco lugares da cidade. Começamos pela Catedral, com sua portas de madeira talhadas com cenas da vida de Cristo. Ela é bem pequena por dentro e não pode tirar fotos.

Subimos as escadas em direção ao Tesouro, segunda atração do nosso ticket. Ali estão manuscritos antigos, roupas usadas no passado e algumas relíquias.

Outra atração incluída é o campanário. O calor era muito grande e desistimos de subir a torre para observar a cidade.

Entramos na cripta que fica abaixo da catedral, chamada de Cripta Santa Lucia. Esta santa foi perseguida e teve seus olhos perfurados. A partir daí se tornou a santa dos cegos. Por isso, a cripta, um lugar escuro, é em sua homenagem.

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Mais ao sul da Catedral, passamos por algumas ruínas do que teria sido um balneário romano e uma sala de jantar.

Passamos pelo Vestíbulo onde se esperava para falar com o imperador. De forma circular, tinha uma cúpula com belos mosaicos que sumiu!

Entramos depois no Templo de Júpiter (incluído no nosso ingresso). Quando os cristãos vieram para a cidade, o templo se tornou o Batistério da Igreja (onde as pessoas são batizadas).

Ali perto tem uma escada que leva a parte subterrânea do palácio, onde hoje estão várias lojinhas.

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É só descer as escadas escondidas aqui

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Depois daqui, nós resolvemos andar se perdendo e vendo os becos e ruelas cheias de vida de Split.

Chegamos no Portão de Ouro onde do lado de fora fica uma estátua de Gregório de Nin, bispo famoso na croata. Passar a mão no seu dedo dá sorte e por isso seu dedo já está bem gastadinho. Antes esta estátua ficava no Peristilo, a praça central de Split.

Por fim, fomos comer um lanche na Riva, o calçadão cheio de vida de Split.

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A cidade é bem interessante, mas achei um pouco confusa. Ela estava bem cheia na época que fomos porque era verão.

E assim, nos despedimos de Split e partimos rumo a desbravar mais um pouco da Croácia.

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