Santiago: roteiro, restaurantes e hotel

Santiago é uma capital que vem se destacando e atraindo cada vez mais turistas. Os brasileiros, que antes só tinham olhos para Buenos Aires, começaram a enxergar as belezas chilenas e estão populando Santiago.

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Para a cidade de Santiago mesmo, dois dias bem gastos dão conta do básico. Mas como é possível fazer alguns bate e voltas bem legais, dá para passar uns cinco dias na cidade.

Na primeira visita a Santiago, andamos de metrô quase sempre. Dessa última vez, usamos uber sempre. Ótimo preço e mais agradável frente ao calor.

Só estive durante o verão por aqui e faz realmente muito calor, se tornando até desagradável em determinados momentos.

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Os Andes na chegada a Santiago

Dia 1

No primeiro dia, foi a vez de desbravar o centro histórico de Santiago.

Começamos indo de uber até o Palácio de La Moneda, onde funcionam os gabinetes presidenciais chilenos. O prédio é bonito e tem história. Foi aqui que Salvador Allende se suicidou quando se recusou a sair durante o golpe das tropas de Pinochet, em 1973. É possível visitar o palácio por dentro, reservando através do e-mail visitas@presidencia.cl. Nós fizemos a visita na primeira vez que fomos e achei muito interessante conhecer por dentro.

Fomos andando pelo Paseo Ahumada, uma rua de pedestres cheia de lojas e que fica cheia de chilenos com suas famílias no final de semana. Há algumas cafeterias na região que são chamadas de Café de Piernas dadas as pernocas quase de fora das garçonetes.

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Paseo Ahumada

Cruzamos a avenida principal (Av Libertador Bernardo O`Higgins) para conhecermos a Iglesia de San Francisco de 1586, prédio colonial mais antigo da cidade. No altar fica a estátua da Virgen del Socorro que foi trazida a Santiago pelo fundador espanhol Pedro de Valdivia. Ao lado fica o Museo Colonial de San Francisco, no qual não entramos, mas vimos o belo pátio interno.

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Iglesia de San Francisco

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Pátio no Museu Colonial

Logo ao lado estão as duas ruas que formam o Barrio Paris-Londres, composto por casas charmosas de 1920. Hoje alguns foram transformados em hoteis. No número 38 da rua Londres fica um memorial gratuito, onde antes funcionava um local secreto de torturas da ditadura do Pinochet.

Retornamos para o outro lado da avenida principal e descemos em direção a Plaza de Armas, de 1541, e coração de Santiago. No centro já funcionou uma forca na época da colonização espanhola. Hoje temos uma fonte em homenagem a Simón Bolivar, líder da independência chilena.

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Plaza de Armas e a animação

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Fonte em homenagem a Simon Bolivar na Plaza de Armas

Ao redor da praça, ficam alguns prédios importantes. A Catedral construída entre 1748 e 1800 domina um dos lados. Os prédios dos Correos e do Museu Historico Nacional (conta um pouco da história desde a fundação da cidade) ficam em outro lado. No lado oposto da catedral, está a Prefeitura santiaguina, chamada de Municipalidad.

Andando chegamos ao melhor museu de Santiago: o Museo Chileno de Arte Precolombino. Ali estão dispostos diferentes itens que contam a cultura dos povos incas, astecas e maias, que habitaram a América antes dos espanhois. Baixamos um aplicativo que é indicado na bilheteria e, em cada vitrine de exposição, foi possível ouvir um áudio (em português) explicando o que estávamos vendo.

Para fechar a andança pelo centro histórico com chave de ouro, vale andar até o Cerro Santa Lucia. Aqui funciona um parque onde é possível subir o cerro (ou morro) e ter uma vista da cidade do alto.

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Mirante no Cerro Santa Lucia

O calor de rachar pede uma pausa para almoçar e se refrescar. No final do dia, fomos conhecer um lugar charmoso e não muito turístico, que ficava perto do nosso hotel, o Barrio Italia. Pelas ruas Italia e Av Condell, no bairro Providencia, fica este sub bairro. São várias galerias charmosas com artesanato e lojas de estilistas locais, além de cafés charmosos. O happy hour é o horário de mais movimento nos cafés e bares. Terminamos a tarde com um pisco sour e uma cerveja artesanal por ali.

Pela noite, fomos jantar no Aqui esta Coco. Precisa reservar pois é bem cheio. A especialidade são os frutos do mar. Achei gostoso, mas não tocou meu coração. Ainda achei bem caro.

Dia 2

Neste dia começamos indo a Casa de Pablo Neruda, chamada de La Chascona. O escritor mais famoso do Chile tem três casas famosas. A única que fica na cidade mesmo é esta. Esta casa foi construída em 1957, por ele, para sua amante Matilde Urrutia. O nome da casa faz referência aos cabelos de sua amada. O local era mais escondido e a arquitetura é diferente, com algumas características peculiares de seu autor. A visita agora é feita com um áudio guia, já incluído no ingresso e em português. Na primeira vez que fomos era um guia que nos levava.

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La Chascona por fora

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Desenhos do lado de fora de La Chascona

Andando, bem perto, fica o funicular que leva ao Cerro San Cristobal. Este é o mais alto da cidade e possui uma imagem da Virgen de la Inmaculada Concepción com bancos aos seus pés onde foi rezada uma missa pelo papa João Paulo II. Outra forma de subir ou descer é através de teleféricos (e a pé para os mais esportistas). Dentro do parque, ainda tem zoológico, jardim botânico e outros locais que podem ocupar um dia inteiro de passeio.

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A vista desde o Cerro Sam Cristobal

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A Virgem que fica bem no alto

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Na parte debaixo, de onde sai o funicular

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O funicular

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Pôr do sol visto desde lá em cima

Claro que provamos a bebida típica de mote com huesillos que é vendida em barracas perto do cerro. Leva trigos e pêssego. Confesso que achei horrível, mas minha mãe amou.

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Andando, fomos até o Patio Bellavista. Um “shooping aberto” cheio de restaurantes e lojinhas. Acho os restaurantes aqui muito turísticos e os dois que já comi não encheram meus olhos (mas esvaziaram bem meus bolsos).

Hora de entrarmos no uber e seguirmos a um dos parques que fazem fama na cidade. O Parque Bicentenario é lindo! Espreguiçadeiras pelo gramado, lagos e flamingos estão por ali. Há um restaurante que amamos (muito pelo ambiente) logo ao lado, chamado de Mestizo. Vale um almoço.

Para terminar as andanças turísticas, fomos para a região de Los Condes, bairro mais residencial e mais chique de Santiago. Fomos direto para o shopping Parque Arauco. Não sou muito fã de shoppings e não tem nada de diferente neste. Mas se refrescar do calor escaldante que pegamos (foi o dia mais quente dos últimos anos!) valeu. Há uma parte aberta dedicada às grifes e também boas opções de restaurantes.

Pela noite, fomos jantar no melhor restaurante de toda a viagem! Uma verdadeira experiência gastronômica foi o que tivemos no Peumayén Ancestral Food. Primeiro, a casa linda e o pátio externo onde sentamos. O prato é na verdade uma pedra e já somos recebidos por uma comidinha do chefe. Sei que comemos muito, ganhamos muitas cortesias do chefe, bebemos muito vinho e provamos comidas que remetiam às comidas originais do povo chileno, de cada parte do país. Vale demais!

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O restaurante

Dia 3

Um terceiro dia na cidade pode ser dedicado a visita de alguma vinícola. Na primeira vez que fui a Santiago, fomos a Concha y Toro. Fomos de metrô até Las Mercedes e seguimos de táxi.

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Nós escolhemos o tour com degustação. Primeiro visitamos a vinícola do lado de fora, conhecendo algumas plantações e a arquitetura. Depois, entramos e conhecemos a adega do famoso vinho Casillero del Diablo. Tivemos três degustações ao longo do percurso.

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No final, fomos para uma sala onde o sommelier explicava todos os detalhes dos quatro novos vinhos que degustamos, cada um acompanhado de uma comidinha. Delícia!

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Mais Dias

Com mais dias em Santiago, é possível fazer outros bate e voltas, que não fizemos:

  • Valparaíso e Viña del Mar
  • Cajón del Maipo (verão)
  • Valle Nevado (inverno)
  • Casablanca (região vinícola com destaque para os vinhos brancos)

Hotel

Para se hospedar em Santiago, caso seja a primeira vez e o interesse seja conhecer os pontos mais famosos, sugiro se hospedar na Providência ou Bellavista.

Na primeira vez que fomos, conseguimos uma ótima promoção e ficamos no Ibis Providencia. A localização era perfeita, a cinco minutos do metrô e a rua onde ele fica é bem movimentada pela noite, com algumas opções de bares e restaurantes.

Na última vez nos hospedamos em um hotel boutique, chamado Quiral Hotel Boutique. Este hotel também fica em Providencia, mas numa localização mais residencial. Está perto do Barrio Italia, que citei acima no roteiro dia 1. O quarto segue um estilo mais antigo, a casa é aconchegante e o café da manhã está incluído, apesar de ser fraco. O porém é que o metrô fica um pouco longe. Mas dá para andar até Bellavista e usar e abusar do uber.

E assim, resumi nesse post tudo que já aprendi dessa cidade que pretendo ainda visitar muitas outras vezes nessa vida!

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