Deserto do Atacama: o magnífico Salar de Tara

O passeio mais incrível que fizemos neste deserto grandioso e único foi o Salar de Tara. Na verdade, o conjunto de paisagens tão exuberantes e únicas foi o que o tornou tão especial para mim.

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Horário: das 08 hrs até as 16 hrs

Incluído: café da manhã e almoço

Preço: 80.000 pesos (na agência Flavia Bia Expediciones)

Nível Dificuldade: médio (desgaste pela altura)

Roupa: muitas roupas em camada pois pegamos bastante frio em alguns momentos.

OBS: Este passeio não tem banheiro. Leve um saco e um papel higiênico pois há vários lugares que são os banheiros naturais. Mas não deixe papel no chão!

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Como estávamos na época de chuvas no deserto, a confirmação do passeio só saiu no próprio dia de manhã. Que sorte! O passeio tinha sido cancelado nos três dias anteriores.

Nosso guia nos buscou e dessa vez éramos só eu, minha mãe e mais uma brasuca. Fomos tomar o café da manhã na própria agência. Normalmente o café é tomado no caminho. Porém, a agência precisava confirmar nosso passeio com a polícia e isso foi feito enquanto tomávamos o café.

Saímos por volta das 9 horas e seguimos rumo ao salar. Este passeio é um dos mais desgastantes do deserto pois ocorre a uma altitude de 4.500 metros e é longe. Não são todas as agências que o realizam pois o caminho é longo e difícil para se dirigir.

Na estrada, em direção aos Andes, uma parada para observarmos o imponente vulcão Licancabur, o mais famoso da região. Uma raposa fofa veio nos dizer oi enquanto estávamos por ali.

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Logo em frente, um grupo de llamas e ovelhas ocasionou mais uma paradinha.

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O caminho estava deslumbrante pois havia nevado na véspera. Assim, vimos tudo branquinho em pleno verão no deserto. O mais incrível foi que o guia nos disse que na volta não teria mais essa neve toda. E realmente era verdade!

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Pelo caminho

Continuamos o caminho passando pertinho da fronteira com a Bolívia e começamos a subir. Uma primeira parada foi no Salar de Aguas Calientes. Exuberante mistura da terra seca, com grama verdinha, um lago e o branco da neve ao fundo.

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Logo em frente, enquanto ainda estávamos na estrada de asfalto, mais uma parada. Vulcões ao fundo e as “esculturas” da natureza que foram formadas pelo vento.

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Foi nesse trajeto que passamos pelo ponto mais alto da estrada, em torno de 5.000 metros de altitude. Nesse momento me senti muito mole, assim como minha mãe. Na volta, nos sentimos ainda pior. Pensei que ia desmaiar no carro. Mas assim que descemos desta altitude, tudo voltou ao normal.

E assim, meio do nada, o motorista sai da estrada de asfalto e entra na areia. Realmente tem que ser um ótimo conhecedor da região para saber nos guiar por ali.

Fomos parando para observar estas pedras peculiares, chamadas de Los Monges, feitas somente pela ação da natureza (vulcões, vento e chuva), que estão por todo lado por ali. E a paisagem sempre exuberante…

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El Indio é uma destas esculturas que reina sozinho com toda sua grandiosidade.

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Seguindo estonteadas com tanta beleza que este lugar possui.

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Chegamos a Catedral de Tara e fizemos uma pequena trilha para subir e observar mais um pouco desse lugar único no mundo.

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O grand finale do passeio ainda estava por vir. O salar de Tara ali estava: grandioso e belo. Vulcão, lagoa, vegetação e flamingos. Magnífico demais esse pedaço do paraíso! Fomos caminhando dentro da área demarcada e absorvendo a beleza que nos cercava.

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Enquanto isso nosso guia montou nossa mesa. Realmente não me lembro de ter almoçado em um lugar com uma vista tão impressionante como essa. Comida maravilhosa, como sempre aconteceu nas excursões da Flavia, regada a vinho branco. No fim, um docinho para arrematar com chave de ouro.

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E era hora de voltar. Ainda fizemos algumas paradinhas.

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E a neve da ida tinha realmente derretido. Mas, em um ponto estratégico, ela se manteve. E nós, como brasucas não acostumadas à branquinha, saltamos felizes sobre a neve para nos despedirmos de mais um passeio maravilhoso que fizemos pelo Atacama.

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