Deserto do Atacama: Gêyser del Tatio

No último dia que tivemos no Deserto do Atacama fomos conhecer uma das atrações mais importantes e famosas desse deserto. Impressionante como a cada dia conhecemos coisas diferentes. Cada dia reservava uma supresa da natureza.

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Horário: das 05:30 hrs até as 12:30 hrs

Incluído: café da manhã

Preço: 65.000 pesos (na agência Flavia Bia Expediciones) + 5.000 de entrada

Nível Dificuldade: médio (desgaste pela altura e pelo frio)

Roupa: muitas roupas em camada pois pegamos MUITO frio pela manhã e esquentou ao longo do dia.

Deixe para fazer este passeio mais para o final dos seus dias no Atacama. A altitude aqui castiga, ainda mais quando se acorda as 5 da manhã!

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Gêyseres são um fenômeno natural que acontece em algumas áreas que conjugam características bem específicas: ação vulcânica, chuva e frio. A água da chuva infiltra os solos e encontra o lençol freático. Ela tem uma temperatura ambiente. Mas ali debaixo da terra tem vulcão e, consequentemente, larva. A temperatura é altíssima e a água infiltrada vai ficando quente e a pressão vai aumentando. De repente, o choque térmico com a temperatura externa faz esta água sair de forma abrupta para fora, normalmente por buracos pequenos. O nome gêyser quer dizer fonte jorrante.

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Os gêyseres do Atacama são chamados de El Tatio que significa “o avô que chora”. São o maior conjunto de gêyseres do Hemisfério Sul e terceiro maior do mundo. Aqui estão em torno de 8% dos gêyseres do mundo! Eu conheci os gêyseres da Nova Zelândia há uns anos e relatei aqui.

Sonolentas entramos no carro que sai pela escuridão e começa a subida em direção ao El Tatio. Em uma hora chegamos na bilheteria. Enquanto fomos ao banheiro, nosso guia foi comprar nossa entrada.

É preciso ter muito cuidado ao caminhar pelo parque. Há uma trilha delimitada e é muito importante não sair dela. Os gêyseres acontecem de forma espontânea e podem ter mais ou menos água fervendo saindo. Há uns anos uma turista saiu da trilha, se desequilibrou e caiu no gêyser. Não sobreviveu…

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A trilha é pequena e dá para aproveitar com muita calma cada um dos pontos de observação. O frio é intenso, mas aquele vaporzinho torna muito mais agradável!

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Depois da nossa caminhada, fomos ao encontro de nosso carro onde um café da manhã maravilhoso nos esperava! Um chocolate quente, croissant com doce de leite, pão fresquinhos com queijo. Sério, delícia demais!!!

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A vista do café da manhã

Depois foi hora de tomar uma coragem gigante e entrar em uma pequena lagoa que é formada pela água que brota do subsolo. A água é quentinha perto de onde sai a água, mas no resto é um frio danado. Ganhamos roupão e há cabines para trocarmos de roupa. Gente, tirar o roupão e entrar na água foi danado de difícil! Mas em que outro momento da minha vida poderia nadar em uma água quente saída do subsolo vulcânico?

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A lagoa que me esperava

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Passando um friozinho

Minha surpresa aconteceu quando saímos dos gêysers. Achei que o passeio tinha acabado. Mas o retorno feito pela nossa agência foi espetacular! Primeiro paramos no meio da estrada para vermos o Vulcão Putana e as vicuñas e llamas. Paisagem de tela de computador!

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Seguimos até o Povoado de Machuca. Com cinco famílias ali vivendo, o povoado vive para os turistas. A cada ano uma família é responsável por produzir os espetinhos de carne de llama que os turistas podem provar. Vale andar até a igrejinha da cidade.

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Seguindo adiante foi a hora de paramos no Cânion do Guatin. Há um passeio onde é possível fazer um trekking por esse local. No nosso caso foi apenas uma parada para conhecer mais uma linda vista atacamenha.

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E assim, retornamos de vez para San Pedro fechando com chave de ouro nossos passeios pelo Atacama!

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