Valle de Colchagua em 2 dias: conhecendo os vinhos chilenos

O Chile é um país fantástico! Aqui do lado, fácil de chegar e com opções tão distintas que parecem haver várias viagens em uma só. Como contei neste post aqui, em 10 dias por terras chilenas, fomos na capital, no Atacama e terminamos com chave de ouro no Valle de Colchagua.

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O Chile é um dos maiores produtores de vinho e possui algumas regiões vinícolas pelo seu país. O Valle do Colchagua é a principal área dedicada a vitivinicultura chilena, tendo um ótimo prestígio internacional. O clima e a geografia da região favorecem a produção de vinhos tintos de alta qualidade. Por isso, várias vinícolas foram abertas ao longo do ano na região e uma Rota do Vinho foi criada para os turistas.

E lá fomos nós curtir dois dias de muito vinho e muita comida harmonizada.

Como chegar?

Um dos maiores atrativos para os turistas que desejam visitar o Valle de Colchagua é a facilidade de acesso. São apenas duas horas deste Santiago, em uma estrada ótima.

Nós alugamos um carro no aeroporto de Santiago assim que voltamos do Atacama. Dormimos em um hotel ao lado do aeroporto e seguimos no dia seguinte em direção ao Valle de Colchagua, mais especificamente para a cidade de Santa Cruz onde nos hospedamos.

Foram quase 4 horas na ida pois pegamos um acidente que parou a estrada. Na volta seguimos direto para o aeroporto e foram em torno de 2 horas.

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As vistas que nos acompanhavam nas vinícolas

Onde ficar?

São duas cidades principais no vale: Santa Cruz e San Fernando. Para os turistas, a melhor opção é Santa Cruz.

Há opção para todos os bolsos e estilos na cidade que, apesar de pequena, é bem preparada para os turistas.

Pesquisei demais nossa hospedagem pois queria um hotel que permitisse intensificar a experiência da viagem. Ficamos em um hotel SENSACIONAL, onde os quartos eram antigos barris de decantação de vinhos. Além disso, o espaço tinha piscina, spa, banho de ofurô no meio das parreiras e um atendimento impecável. O hotel se chama Cava Colchagua e tem um bom custo benefício pelo que oferece.

Nosso quarto era um barril dividido em dois andares. No de cima fica a cama de casal e no debaixo o banheiro. O atendimento é impecável. Nos sentíamos bajulada o tempo inteiro. A piscina é linda e ganhamos uma garrafa de vinho e tábua de frio de cortesia. Ainda há um lago com um barco, caso se queira passear.

Como circular?

O programa básico a ser fazer na região é, claro, visitar vinícolas. A cidade não tem transporte público para isso. Então há duas opções: táxi (que não são baratos) ou carro. Nós circulamos apenas com o carro que alugamos.

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Roteiro de 2 dias

Dia 1

Nós chegamos no nosso hotel, no primeiro dia, por volta das 13 horas e seguimos para nossa primeira vinícola, a Lapostolle, onde reservamos o almoço harmonizado com vinhos Cuvee Alexandre e Clos Apalta.

A vinícola fica em uma região conhecida como Apalta. É uma região onde somente vinhos de alta qualidade são produzidos. Sem dúvida, essa é a vinícola mais premium dentro do Colchagua e com os vinhos de maior qualidade (e preço!).

É possível se hospedar na vinícola que conta com o selo Relais&Chateaux. Nós, simples mortais, só fomos no restaurante. Reserve com antecedência pois só há cinco mesas disponíveis para o almoço!

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O restaurante da Lapostolle

A vista do restaurante é linda pois fica no alto, descortinando o vale todo abaixo. E começamos a degustação.

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O aperitivo foi uma empanada de queijo e jamón, acompanhada pelo vinho Lapostolle Rosé. A entrada era um ceviche misto de peixe e molho de manga, harmonizado pelo vinho Cuvée Alexandre Sauvignon Blanc. O prato principal foi um filé de carne com molho de mel e purê de batata e beterraba, acompanhada pelo vinho premium da vinícola Apalta 2012. Fechamos com uma panna cotta de chocolate com sorbet de frutas vermelhas junto a um vinho de sobremesa Late Harvest Semillon.

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Após o almoço seguimos direto para a próxima visita: na Viu Manent. Essa é uma das vinícolas mais antigas, criada em 1935. Aqui fizemos a visita tradicional às 17 horas.

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A visita começa em uma sala que conta a história da família e dos vinhos. A guia era muito gente boa e nosso grupo contava com uma família mexicana além de nós.

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Saindo desta sala subimos em uma charrete e o passeio pelos vinhedos começa. O interessante é quem em cada vinícola há uma diferenciação que permite tornar o passeio diferente. No caso aqui, a charrete.

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Chegamos às salas de produção do vinho onde provamos um vinho que acabava de ser fabricado e ainda não tinha iniciado sua decantação.

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Por fim, a charrete nos leva de volta ao lugar de início onde iniciamos as degustações em uma sala. Provamos cinco vinhos (Chardonay, Cabernet Sauvignon, Camenere, Syrah e Malbec). Terminamos a degustação comprando vinhos na loja e reservando nosso jantar no restaurante da vinícola.

Hora de voltar para o hotel, relaxar na piscina tomando o vinho e a tábua de frios que ganhamos e se preparar para nosso jantar às 21 horas.

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O jantar na Viu Manent foi espetacular! O restaurante chamado de Rayuela é especializada em carnes e comemos dois pratos maravilhosos. Sem falar na entrada de ceviche e na sobremesa (essa foi a única que não agradou). Se tiver tempo, vale almoçar por aqui para ver a vista das parreiras por ali.

Dia 2

Pela manhã curtimos nosso café da manhã e fizemos uma massagem no hotel. As visitas começaram ao meio dia, na vinícola Via Montes. Aqui já conhecemos uma vinícola maior, com um grupo grande de turistas. Ela fica naquela região de vinhos premium chamada Alpata.

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Fizemos um tour interno, conhecendo o processo de produção dos vinhos. O destaque ficou por conta da sala de barris onde uma música clássica fica tocando pois há estudos que isto interfere na qualidade do vinho. A degustação de quatro vinhos acontece em uma sala com janelões de vidro em uma mesa enorme.

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Nós havíamos reservado a visita mais o almoço no Bistrô Alfredo. Confesso que achei o atendimento aqui bem fraco. Primeiro esqueceram da nossa reserva. Mas como havia mesa livre, pudemos almoçar. Segundo, não nos ofereceram o menu harmonizado que falava no e-mail e tivemos que comer o a la carte, que era o disponível. Isso não foi tão ruim no final pois achamos as comidas muito boas!

Iniciamos com um ceviche de polvo, os pratos principais foram peixe com risoto para mamãe e pastel de choclo para mim e a sobremesa foi um trio de brigadeiro, mousse e cheesecake no pote. Escolhemos um Syrah para acompanhar a comilança. A vista que cerca o almoço é, como sempre, muito linda.

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Terminada a visita, seguimos para a última vinícola da viagem. Esta fica um pouco mais longe, a uns 40 minutos. É a mais popular e conhecida da região: Viña Santa Cruz.

Esperamos um pouco na recepção da vinícola, que é super charmosa, em um ambiente mais clássico. As vistas para os vinhedos abaixo são ótimas também.

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No horário marcado para o tour fomos levadas até o teleférico, o diferencial desta vinícola. Ele nos leva a uma espécie de museu criada para homenagear os povos originais do Chile – Rapa Nui, Mapuche e Aymará. Há réplicas de utensílios, da casa e do Templo ao Sol. Há três llamas por ali também.

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Ao fim do teleférico, retornamos à recepção para iniciar a degustação. Há uma visita aos barris, com algumas explicações, e seguimos para uma sala de degustação. Foram três degustações. Confesso que esses vinhos foram os que achamos os mais fracos de todos.

Retornamos ao hotel, onde pudemos relaxar no ofurô, tomar banho e esperar pela hora do nosso jantar. Escolhemos jantar na Casa Colchagua, indicação do nosso hotel. O restaurante fica há 5 minutos de carro do hotel, em um ambiente muito lindo.

Uma mesa estava reservada para nós no ambiente externo. Iniciamos os trabalhos (e a despedida do Chile) com um trio de empanadas. Os pratos principais foram indicações da casa: uma carne assada de panela com risoto de quinoa e uma carne com uma torta de batata. Arrematamos com panqueca de dulche de leche e torta da abuela (que é de doce de leite). Restaurante maravilhoso!

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No dia seguinte, após o café da manhã, retornamos para o aeroporto e para o fim dessa viagem deliciosa por terras chilenas.

Dois dias foram mais que perfeitos para conhecer o Valle de Colchagua. Há pessoas que o visitam em um day tour desde Santiago. Sinceramente acho muito puxado fazer em apenas um dia. A região pede uma viagem relax, curtindo o comer e beber em paisagens deslumbrantes.

Tim tim!

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