Dicas Práticas para organizar uma viagem para Tailândia, Laos, Camboja e Malásia

A viagem tão sonhada para o outro lado do mundo aconteceu em fevereiro de 2017. Foi incrível e muito melhor do que eu podia imaginar. A gente pesquisa tanto que, às vezes, parece que já sabemos tudo que vamos encontrar. Mas chegar lá, ver tudo na prática, com nossos olhos… é único!

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Ah como vale a pena chegar do outro lado do mundo…

Mas algumas dicas são essenciais para tudo dar certo e nenhum perrengue acontecer. Vamos lá!

Roteiro

Eu escrevi um post completinho sobre este assunto. Dá uma olhada aqui. Nós visitamos a Tailândia, Laos, Camboja, Malásia e Dubai.

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Espiritualidade e paz em Luang Prabang

Companhias Aéreas Usadas

Fomos de Emirates desde o Brasil até Bangkok. Internamente, usamos as seguintes companhias: Air Asia e Vietnam Airlines. Todas foram ótimas, sendo que a Air Asia é low cost e foi preciso comprar bagagem extra e não havia comida. Na Vietnam Airlines, a bagagem já estava incluída e ganhamos um lanchinho. Tudo foi comprado pela internet com meses de antecedência. Fiquei acompanhando, quase que diariamente, os preços e quando surgiu uma promoção, comprei.

Vistos

Alguns países no Sudeste Asiático exigem visto. Dos que visitamos, Tailândia e Malásia não exigem. Para o Laos e Camboja é preciso e explico abaixo:

  • Laos: o visto é retirado no aeroporto. Recebemos o formulário do visto quando desembarcamos. Preenchemos e entramos numa fila que andou relativamente rápido. Nós não tinhamos fotos 3×4 e, por isso, pagamos 1 dólar pela foto. O visto custa $30 (depende da nacionalidade e esse preço é para brasileiros). Entregamos tudo para o primeiro atendente e depois seguimos para o segundo atendente que nos entregou nosso passaporte com o visto estampado em uma das páginas.
  • Camboja: pedimos o visto online pelo site oficial (www.evisa.gov.kh) e pagamos 40 dólares. Preenchemos tudo e enviamos o pedido. Fiquei um pouco apreensiva pois dizia que a resposta vinha em 2 dias úteis. Porém demorou mais. Na verdade eles emitem de acordo com a data da sua viagem. Mandei um e-mail quando faltava duas semanas para eu chegar no Camboja e recebi os vistos logo em seguida. Imprimi e levei o papel. Pode colar no passaporte, se preferir. Chegando lá, quem não pediu online, pode pedir o visto por ali. Quem já tem o visto impresso entra em outra fila, a da imigração. Foi, sem dúvida, a imigração mais demorada que pegamos. Foi cerca de uma hora em uma fila que não andava.
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Uma imigração demorada, mas compensada pelos templos incríveis de Siem Reap

Vacina Febre Amarela

O certificado da vacina de febre amarela foi exigido na Tailândia. Mas apenas no aeroporto de Bangkok. Assim que o avião aterrizou vindo do Brasil fomos andando em direção ao Health Control. Não passe direto pois se não é preciso retornar quando chegar na imigração. Apenas os passageiros da América do Sul e da África precisam passar por esse posto. Pegamos um papel e preenchemos. Depois entramos na fila, que demorou porque tinha apenas uma pessoas atendendo. Ela olha o papel, a passagem e o certificado. Carimba e devolve para mostrar na imigração.

O interessante foi quando retornamos da Malásia para Tailândia, mas pelo aeroporto de Phuket. Tinha uma placa de Health Control, mas o caminho para lá estava fechado. Fui perguntar para uma menina que arrumava a fila da imigração e ela não fazia ideia do que era o tal Health Control. Chamou um segurança e ele me disse que não precisava passar pois estava fechado àquela hora (eram umas 7 da manhã). Realmente não nos pediram nada na imigração de Phuket. Enfim, não corra o risco e ande sempre com o certificado em qualquer viagem internacional.

Imigração

A primeira por onde passamos foi no aeroporto internacional de Bangkok. Estava vazia e não tivemos problema algum. Depois foi a imigração do aeroporto do Luang Prabang (Laos). Como tinha fila para o visto, não teve fila na imigração. O próximo foi o do aeroporto de Siem Reap (Camboja) e esse demorou uma hora devido a lentidão dos funcionários. No aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, foi onde a imigração foi mais eficiente e rápida, sem precisar preencher formulário algum. Por fim, usamos o aeroporto de Phuket, sem muitos problemas na imigração.

Transporte

Aqui está um assunto muito importante em se tratando do Sudeste Asiático. Uma dica muito importante que usamos e aliviou muito os possíveis estresses foi andar de Uber e não de táxi ou mesmo tuk tuk. Li muito sobre as trapaças dos motoristas de táxi, principalmente da Tailândia. Detesto ter que discutir com taxista, negociar, ficar vendo se ele vai me dar nota falsa etc. Por isso, o Uber foi a melhor solução. Para isso, claro, é preciso internet e falo desse assunto no próximo item. De maneira geral, os preços de uber são ótimos. Chegamos a pagar o equivalente a 0,70 centavos de real em uma corrida na Malásia!!!

Agora, falando especificamente de cada cidade:

  • Bangkok: Usamos uber para sair do aeroporto, pela noite e em alguns trajetos para a área turística. O trânsito da cidade é uma das coisas mais irritantes que já vi. Durante o dia, levávamos mais de uma hora em um trajeto que deveria levar 10 minutos. Por isso, usamos o metrô no dia em que fomos conhecer um lado menos turístico da cidade e usamos o ferry pelo rio para irmos até a região do Grand Palace.
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Teve passeio de barco em Bangkok também!

  • Luang Prabang: usamos transfer em van do aeroporto para o hotel e vice-versa, tuk tuk em uma noite porque nos perdemos e muita sola do pé.
  • Siem Reap: usamos tuk tuk do aeroporto para o hotel e vice-versa, tuk tuk para um restaurante mais afastado e carro com motorista no passeio aos templos.
  • Kuala Lumpur: usamos apenas Uber.
  • Phuket: usamos transfer de carro do aeroporto para o píer, reservado pela internet junto ao ferry para Ko Phi Phi (no site Phuketferry.com)
  • Ko Phi Phi e Railay Beach: não tem carro nos dois lugares, sendo tudo a pé (inclusive puxar as malas). Chegamos de ferry de Phuket para Ko Phi Phi e saímos de ferry para Railay Beach. Por fim, fomos de long tail (barco típico) para Krabi.
  • Krabi: um carro nos esperou no píer e nos levou para o aeroporto. Reservamos o long tail + carro juntos.
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O long tail e a cor incrível dessas águas…

Internet

Nos últimos tempos, tenho visto muitos blogs falando do chip da EasySIM4U. O problema é que muitos ganham o chip gratuitamente para darem a opinião. E, sinceramente, só vi elogios ao chip. Mas, a realidade não foi bem assim.

A vantagem do chip é que chega em casa aqui no Brasil e, saindo do aeroporto em Bangkok, o celular já funcionava. Ele funcionou em todos os lugares menos no Laos. Mas quando eu digo funcionar é até um elogio. A conexão era péssima em todos os lugares (inclusive em Dubai). Não conseguia carregar nenhuma página. Realmente só serviu para pedir o Uber e falar no whatsapp. Mas a internet era falha e inconstante sempre.  O wifi local era infinitamente melhor. Engraçado que não vi nenhuma pessoa nos blogs falando isso. Então, ou eu dei mesmo azar e meu celular não ajudou ou as pessoas que ganham o chip não expressam toda a verdade.

Dinheiro

Cada país que visitamos possui sua própria moeda e o dólar só é aceito em todo lugar no Camboja. Levamos dólar e trocávamos um pouco em cada país que chegávamos. Claro que as melhores cotações não são no aeroporto. Por isso, trocávamos um pouco por ali e o resto na cidade mesmo.

Cartão de crédito era bem aceito na Tailândia e Malásia. No Laos e Camboja, apenas alguns lugares aceitavam.

Segurança

Aqui um item importante. Os países que visitamos não são desenvolvidos e há pobreza. Mesmo assim, tirando a Malásia, em todos os outros não tivemos problema algum. A religião é tão importante para todos que realmente a população leva uma vida em paz e segura.

Em Kuala Lumpur, contudo, tivemos um problema. Estávamos andando em direção ao parque das aves, em pleno meio dia, pela rua. Uma moto se aproximou por trás e puxou minha bolsa. A minha sorte foi que consegui levantar a mão e o ladrão não conseguiu levá-la. O pior foi que ele voltou depois na moto! Só que já estávamos com outras pessoas por perto que vieram saber se estava tudo bem e ele foi embora. Fiquei muito assustada mesmo! Nem quisemos continuar passeando. Pegamos um uber e fomos para o hotel. Conversando na recepção e depois lendo as recomendações do Itamaraty sobre Kuala Lumpur, soubemos que esse tipo de furto de bolsa praticado por ladrões em moto são comuns por ali. Não há muito risco de armas pois estas podem levar a pena de morte. Então, a dica é: nunca relaxe e dê muito mole (mesmo que você more no Rio de Janeiro e ache que nenhum outro lugar seja tão inseguro como aqui).

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A cidade estava incrível até o motoqueiro tentar me furtar! Cuidado, sempre!

Higiene e Saúde

Mas como nos falaram que íamos passar mal! Todas as pessoas que conheci voltando da Ásia nos diziam que a única certeza é que íamos passar mal. Pois bem, cheguei lá um pouco neurótica. Nada de sucos, gelo, salada etc. Passado dois, três dias, o calor superou meus receios e passei a usar gelo, comer frutas e tomar sucos. Comi tudo que quis! Provei absolutamente tudo, mesmo o que não entendia no cardápio. E advinhe? Nadica de passar mal! Ok que sou muito difícil de passar mal. Mas o João também não teve nada! Então relaxe e, claro, não dê mole. Evitamos comer em lugares onde a comida parecia estar exposta sem refrigeração adequada ou bebermos água que não estivesse lacrada. Leve uma bolsinha de medicamentos mas saiba que, assim como eu, pode ser que você nem precise abri-la enquanto estiver por lá!

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Comi de tudo mesmo!

Idioma

Cada país possui sua língua, quase sempre incompreensível para nós. Mas o inglês salva em todos os lugares. Na Tailândia e na Malásia foi fácil sempre encontrar alguém falando inglês. No Camboja e Laos, nem todos falavam. E quando falavam, muitos tinham um inglês bem difícil de compreender. Mas, claro, a comunicação sempre acontece! Nem que seja por mímicas!

E assim começo de vez os posts sobre esse lado tão especial do mundo!

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Pôr do sol incrível em Luang Prabang

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