Bangkok: nosso hotel, transportes e roteiro de 2 dias

Nossa porta de entrada no Sudeste Asiático foi Bangkok, capital da Tailândia. A cidade mais amada e odiada pelos turistas. Tem gente que chega e cai de amores, outras não suportam o caos e o calor. Eu me encaixo no primeiro grupo: amei Bangkok! Uma cidade com personalidade, o caos do trânsito contrastando com o semblante em paz dos moradores e tantos lugares lindos pela cidade.

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Guardiões do Grand Palace

Nós ficamos, de fato, quase três dias na cidade. O primeiro dia de chegada foi nulo pois preferimos nos recuperar do vôo e do jetlag (além de estarmos vindos de um ritmo frenético no trabalho). Depois tivemos dois dias cheios onde de fato passeamos. No último dia, tivemos uma manhã livre que preferimos curtir na piscina do hotel.

Bangkok: que cidade é essa?

Para começar a entender Bangkok, é preciso entender a história da Tailândia. Achei muito interessante saber que esse é o único país do Sudeste Asiático que nunca foi colonizado por nenhum país europeu. Isso torna a cultura do país tão específica e única.

O primeiro Estado Siamês (nome do povo tailandês) surgiu em 1238 e se concentrava na atual cidade de Sukhotai. Depois, surgiu o Reino de Ayutthaya, em 1351, que incorporou o Estado de Sukhotai e o Império Khmer do Camboja. Foi ficando mais poderoso e atraiu a cobiça dos vizinhos. Os birmaneses invadiram a região, saqueando e arrasando a cidade e a destruíram em 1767. Um general conseguiu combater os invasores e, em 1768, refundou o reino com outra capital, Thon Buri (hoje bairro de Bangkok e que fomos conhecer!). Isto foi até 1782, quando o general foi deposto e a capital mudou para Bangkok de fato. Quem assumiu foi o primeiro rei tailandês, que se intitulou Rama I.

O nome do país era Reino Sião até 1939 quando o nome virou Tailândia. Sião se referenciava a cor da pele do povo, que era mais morena. Já Thailand significa terra livre.

A religião do país sempre foi o budismo e a população segue piamente os preceitos religiosos em todas as etapas da sua vida. A monarquia existe até hoje no país. O rei Rama IX faleceu ano passado e a idolatria que o povo tinha por ele, permanece constante. A imagem do monarca está espalhada por todos os cantos, altares existem em todos os lugares e o povo realmente ama o rei. Seu velório durará um ano inteiro.

Voltando a falar de Bangkok, o nome oficial da cidade é facinho! #sqn. Krung Thep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Ayuthaya Mahadilok Phop Noppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Piman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit é o nome dessa querida cidade e resumidamente significa cidade dos anjos e dos templos brilhantes.

Aeroportos e como chegar na cidade

Existem dois aeroportos na Tailândia. O maior e que recebe os vôos internacionais é o Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi. Usamos ele na chegada e saída do país de/para Dubai. O outro aeroporto é o Don Mueang que recebe menos vôos e com foco principal nos nacionais. Chegamos nele vindo de Krabi.

Para sair dos dois aeroportos só usamos o Uber. Sem dúvida, para nós a melhor solução. No internacional, há a opção de usar o metrô. Contudo, o mesmo não chega em todas as áreas da cidade. Inclusive não chega na parte mais turística. Nós até ficamos perto de uma estação de metrô, mas depois de um vôo de muitas horas, não íamos encarar mesmo um metrô, troca de estações e andar na rua puxando mala. É possível pegar o táxi oficial, mas o Uber é mais barato!

Clima

É fato que você pegará calor em Bangkok. A cidade é quente o ano inteiro. Nós não achamos, porém, que o calor foi tão terrível assim. Talvez quem não esteja acostumado a morar em cidades quentes, realmente se sinta mal. O pior, para mim, é o fato de precisar estar com as pernas cobertas e de blusa de manga por conta dos templos. Tentei usar saia longa, que é mais fresca. E, quando não tinha certeza que precisaria colocar algo longo, levava na mochila uma calça e usava short mesmo durante o dia. João fez o mesmo.

Hotel

Escolher onde ficar em Bangkok é difícil. Basicamente eu diria que existem três grandes áreas para escolher. A primeira é perto da região turística, nas redondezas da rua Khaosan Road. Aqui estão os hotéis mais baratos (e alguns bem ruins) e a ideia é curtir realmente apenas esta parte da cidade. Não há transporte de metro e o trânsito é caótico. A segunda região é a parte mais moderna da cidade, Sion, onde estão os grandes shoppings e bons restaurantes.  O problema é a distância para as partes turísticas e o trânsito para chegar até lá, além dos preços altos dos hotéis. Já a terceira e última região, onde ficamos, é onde julgo a melhor opção: perto do rio Chao Phraya. Os hotéis são um pouco mais caros que a primeira região, mas estar perto do rio facilita chegar na área turística de balsa (e sem trânsito) e ainda tem estação de metrô por perto.

Nós ficamos no The Grand Sathorn. Ele não fica na beira do rio (por isso é mais em conta) e, sinceramente, até estranhei a rua quando chegamos. Mas foi só impressão. Há uma estação de metrô há cinco minutos e em uns 10 minutos chegamos na estação de saída da balsa do rio. O quarto é gigantesco, limpo e o banheiro tinha cortina no chuveiro (pegamos alguns hotéis pela viagem sem cortina ou box) mas mesmo assim molhava o chão durante o banho. Os funcionários são super atenciosos. Há uma piscina bem legal no alto do prédio. Por fim, o café da manhã não estava incluído e era bem caro. Preferimos toda manhã ir até a 7Eleven e comprar nossos sanduíches e bebidas por meros 5-7 reais!! Pagamos $143 por três diárias, o casal.

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Nosso grande quarto

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A piscina no topo do hotel

No último dia de viagem, quando viemos das praias, dormimos em um hotel perto do aeroporto internacional pois nosso vôo sairia cedo para Dubai. O hotel tinha preço muito bom, mas o quarto era bem ruim. Foi o único hotel que achei sujo na viagem e me deu nojinho de usar até o banheiro. Por isso, não indico. O nome é The Phoenix Hotel Bangkok – Suvarnabhumi Airport e pagamos a bagatela de $21 a diária do casal.

Nosso roteiro resumido na cidade

Bangkok tem um trânsito caótico, é quente e muito cheia. Por isso, é bom se planejar muito bem para curtir o que essa cidade tem de melhor.

Primeira Noite

No dia em que chegamos, um domingo, descansamos muito pelo dia. Só fomos sair do hotel por volta das 20 horas. Pedimos um Uber e fomos em direção a Khaosan Road, a rua mais turística e louca da cidade. Fomos recebidos pelos Ronald McDonald fazendo o cumprimento típico dos tailandeses.

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A rua é cheia de bares que tocam músicas super altas e os turistas ficam por ali bebendo e dançando. A rua não tem muito charme não e, sinceramente, não me agradou tanto. Aqui estão as barracas que vendem os insetos “comestíveis”. Mas é tão feito para turista! Nenhum tailandês come isso e ainda cobram para tirar foto da barraca.

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A frenética Khao San Road

Resolvemos conhecer a rua paralela, chamada de Rambuttri. Nossa, aí sim nos encontramos. A rua tem restaurantes com música muito mais agradável, lojinhas e casas de massagem. Jantamos nosso primeiro Pad Thai em um restaurante escolhido ao acaso e os preços baixos começaram a nos surpreender por ai. Pagamos 50 reais por dois pratos com camarão, duas cervejas e suco! Me diz onde como assim no Rio de Janeiro??

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Rambuttri, bem mais charmosa

Em seguida, fomos fazer a massagem nos pés. Foram 30 minutos maravilhosos! Um ventinho no rosto, uma música agradável e uma massagem muito top. Escolhemos ao acaso uma das casas de massagem e foi ótimo!

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Para fechar a noite, provei o sorvete de coco das barracas. Amei! Chamamos nosso Uber e voltamos para o hotel.

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Segundo Dia

Nesse dia, fizemos o passeio chamado Thonburi Food and Canal Tour oferecido pelo Bangkok Food Tour (post detalhado aqui). Conhecemos esta região não turística de Bangkok (Thonburi), visitamos mercados locais, visitamos um templo lindo, a Casa do Artista (um endereço delicioso para relaxar), andamos de tuktuk e de barco. E, além disso, provamos muita comida local. Experiência muito boa!

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Conhecemos os locais

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Provamos muita comida

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E passeamos de barco pelo rio

O passeio termina as 14 hrs. É possível visitar alguns templos, em seguida. Mas nosso cansaço nos levou ao hotel. Só saímos de noite, de volta para a Rambuttri. Não conseguimos jantar pois ainda estávamos cheios do food tour. Mas aproveitamos para fazer a massagem dos peixinhos. Uma delícia enfiar o pé e eles ficarem bicando e comendo nossa pele morta. Fizemos a body massage também. Eu adorei, mas a massagem é forte. João não curtiu muito não.

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Terceiro Dia

Fomos cedo para o Grand Palace (post detalhado aqui), que era a residência da família real. É preciso estar de calça comprida ou saia longa e blusa de manga. Os homens também não podem estar de short. O lugar é entupido de pessoas, mas é simplesmente maravilhoso! Dentro dele fica o Templo do Buda de Esmeralda, o mais sagrado do país.

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Levamos umas três horas no passeio e seguimos para o Wat Pho (post detalhado aqui), Templo do Buda Reclinado. Super famoso e cheio, mas vale a pena ver o gigante buda reclinado por ali. Achei mais legal ainda, o lado externo do templo. Muito bonito! O templo é conhecido como a primeira faculdade de medicina e massagem da Tailândia. Por isso, é quase uma obrigação fazer uma massagem por aqui. Fiz a massagem Thai e o João, a dos pés.

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Voltamos ao hotel e saímos de noite em direção ao Rooftop do restaurante Sirocco. Mas era Valentine`s Day e a entrada só era permitida com consumo mínimo de uns 200 reais. Tínhamos um jantar reservado e, por isso, não pudemos curtir o rooftop. Fomos jantar em um lugar muito especial, chamado DID (Dine in the Dark). Os garçons são cegos e o jantar é todo às escuras. Não sabíamos o cardápio e tivemos uma experiência única.

Como deu para ver, curtimos Bangkok de uma forma muito calma. Era a primeira cidade da nossa viagem e aproveitamos da melhor forma possível para a gente. Nos próximos posts, vou detalhar cada um dos passeios que fizemos.

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