Kuala Lumpur, Malásia: dicas e nosso roteiro de dois dias

A nossa primeira viagem pelo Sudeste Asiático envolveu lugares muito distintos entre si, o que tornou cada cantinho visitado único. Kuala Lumpur é uma cidade grande e organizada se comparada às que tínhamos visitado até então.

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Visitar a Malásia não era uma prioridade e acabou entrando mais pelo logística dos vôos. A sua capital, Kuala Lumpur, é um dos maiores hubs mundiais. 

História

Há registros de ocupação na atual Malásia há mais de 40 mil anos. Com sua posição estratégica e cercada pelo mar,  diversas civilizações, como a indiana e a chinesa, chegaram no país e criaram portos e cidades costeiras. Depois vieram os siameses que criaram um reinado por aqui até o século XIII. A partir do século XIV, um príncipe muçulmano assumiu o reinado, tornando a religião islâmica a oficial por ali. Nesta época, a cidade mais importante e centro comercial da região era Malaca.

Atraídos por essa riqueza comercial, os portugueses chegaram em Malaca em 1511, iniciando o domínio europeu no sudeste asiático. Depois vieram os holandeses e, por fim, os britânicos. O domínio britânico só foi enfraquecido na Segunda Guerra Mundial e, em 1957, a Malásia conseguiu sua independência.

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Monumento lembrando a independência na Merdeka Square

Esse país novinho é formado por uma mistura enorme de culturas. É uma monarquia constitucional, cujo rei é eleito a cada cinco anos e tem poder absoluto. A religião oficial é a islâmica, mas há liberdade religiosa no país. A economia é uma das melhores da região, com crescimentos altos ao longo dos anos.

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Templo hinduísta, dada a influência indiana no país

Geografia

Uma curiosidade da Malásia é que ela é dividida em duas partes separadas pelo Mar da China. Assim, temos a Malásia Peninsular e a Malásia Oriental. A primeira faz fronteira com a Tailândia e Cingapura e a segunda, na ilha de Bornéu, faz fronteira com a Indonésia e Brunei.

Segurança

Resolvi falar sobre esse tópico porque tivemos uma experiência desagradável em Kuala Lumpur. No segundo dia, ao meio dia, descíamos do KL Bird Park por uma rua sem muitos pedestres. De repente senti alguém puxando minha bolsa por trás. Era um motoqueiro e, por sorte, ele não conseguiu. Foi embora, meu coração disparou. Um casal se aproximou para perguntar se estava tudo bem e o tal motoqueiro voltou! Mas quando viu que estávamos com outras pessoas, foi embora. Fiquei com muito medo e resolvemos voltar de Uber para o hotel. Na recepção, a menina me disse com toda calma do mundo que isso era normal por ali. Inclusive procurei depois no site do Itamaraty e eles recomendam cautela com bolsas porque é comum esse tipo de furto. Mas sem arma porque isso dá pena de morte. Enfim, não achei o país tão seguro quanto seus vizinhos budistas…

Como chegar e se locomover

Nós voamos com a Air Asia desde Siem Reap e fomos embora com a mesma companhia para Phuket, na Tailândia. Dentro da cidade usamos apenas uber, inclusive para sair e ir para o aeroporto, que é bem longe. Era tão barato que várias corridas dentro da cidade custaram 0,79 centavos de real!

Hotel

Nos hospedamos no Hotel Transit Kuala Lumpur. O hotel fica muito bem localizado, perto de quase tudo que queríamos fazer. O quarto muito bom, banheiro ótimo com box de vidro (raridade nos hotéis que ficamos na Ásia). Pagamos 77 dólares por dois dias, para o casal, com café da manhã. Este era muito focado na comida oriental, mas tinha um cantinho com pão e geléia para os ocidentais.

Nosso roteiro em Kuala Lumpur

Dia 1

Nosso vôo chegou as 11:30 e até nos acomodarmos no hotel já passava das 15 hrs. Fomos logo passear. Andando fomos até a Rua Jalan Petailing, a Chinatown de lá. Cheia de barracas, falsificações de todo tipo e muitos vendedores querendo te atrair.

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Nossa próxima parada foi o templo Sri Mahamariamman. Eu nunca tinha visto um templo hindu e achei sensacional! Tudo muito colorido, cheio de detalhes. Ainda chegamos a tempo de ver uma cerimônia de benção d`água sendo feita. De 1873, foi fundado pelos imigrantes indianos. Sua torre tem 23 metros e mais de 220 divindades esculpidas. Para entrar é preciso tirar os sapatos. Pode guardá-los em um guarda volume por algumas moedas.

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Depois fomos ver a influência de uma outra nacionalidade: o templo chinês Sin Sze Si Ya. Infelizmente estava fechado já e vimos apenas a fachada.

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Logo ao lado, chegamos ao Central Market. Um lugar bem organizado, cheio de lojas de artesanato no andar de baixo e restaurantes no de cima. Foi construído em 1888 pelos ingleses e servia como mercado dos mineradores que trabalhavam e viviam na cidade.

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Aproveitamos para provar um doce super típico do país: o putu bambi tradisi. Feito dentro de bambus, a base de arroz e coco.

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Fomos andando até a principal praça da cidade, a Merdeka Square. Foi aqui que a independência da Malásia dos britânicos foi declarada em 1957. Também ficava aqui um campo de críquete na época britânica.

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Achei muito lindo os prédios em volta. O Sultan Abdul Samad Building é onde fica a corte suprema. A igreja anglicana de 1894, St Mary`s Cathedral, também está aqui.

 

O ponto mais fotografado da praça, contudo, é o I love KL. Ele fica por ali desde 2012.

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Para fechar este dia fomos jantar no Bijan. O restaurante é uma delícia e permite conhecer várias comidas típicas malaias. Elas eram diferentes do que tínhamos provado até então e muito apimentadas!

 

Dia 2

Nesse dia, começamos pegando um Uber em direção as Batu Caves. Distante 17 km da cidade, é um centro de peregrinação hindu. O conjunto de cavernas que formam o lugar existe há mais de 400 milhões de anos. Logo na entrada das cavernas, chama a atenção uma estátua dourada de 43 metros de altura que é, simplesmente, a maior do mundo! Para comparação, o famoso Cristo aqui do Rio tem 30 metros (tirando o pedestal!). A estátua representa Hanuman, um deus macaco que é o deus hindu das causas impossíveis.

 

Na parte de fora das cavernas ficam alguns templos pequenos e coloridos. Os templos principais, porém, exigem subir uma escadaria de 272 degraus, que leva ao interior da maior das cavernas. A atração dessa parte são os vários macaquinhos que ficam na escada prontos para pegar a comida dos turistas desavisados. Confesso que me deu um medinho!

 

Na Caverna Templo vimos alguns templos hindus e muitos peregrinos fazendo suas orações. Incrível a religiosidade dos fiéis. Vimos vários beijando o chão e até rolando por ali pois, para eles, isso liberta o corpo para se alcançar o estado mais avançado. Só que a caverna não é dos lugares mais higiênicos que já vi. Além de cair muita água das paredes, há galinhas e sujeira por ali.

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Depois de terminarmos o passeio, pegamos mais um Uber e voltamos ao centro da cidade, descendo na Masjid Negara, a mesquita nacional inspirada na Grande Mesquita de Mecca. Infelizmente chegamos na hora da oração e só pudemos passear por fora.

 

Fomos andando depois até o KL Bird Park, onde ficamos pouco tempo. Na hora de ir embora, aconteceu o incidente que falei acima, da tentativa de furto. Resolvemos voltar para o hotel, almoçar por lá e só saímos no final dia de novo.

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Para fechar com chave de ouro a visita a Kuala Lumpur fomos conhecer a construção mais famosa do país: as torres gêmeas de Petronas Tower. Reservamos pela internet nosso horário. A entrada fica dentro de um grande shopping, o Suria KLCC. Com 88 andares e 451 metros de altura, esta construção já foi a maior do mundo. Em uma das torres fica a estatal de petróleo do país e na outra várias empresas e até hotel.

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A visita é bem interessante. Primeiro paramos no andar 41 onde fica uma ponte ligando as duas torres, chamada de Skybridge. Existem telas interativas que vão explicando o que estamos vendo lá embaixo. Achei bem legal!

 

Depois, mais alguns andares e chegamos ao andar 86 onde a vista é ainda mais impressionante! Ficamos por ali por uns 30 minutos até chamarem o nosso grupo para descer.

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Quando descemos, fomos até o KLCC Park onde dá para ver as duas torres inteiras e tentar enquadrar aquela foto!

 

E para terminar, fomos até o Lake Fountain que fica em uma outra saída do shopping. Por ali a atração é o show de luzes e água que acontece a cada meia hora no lago. E claro, a vista das Petronas marca presença por ali também!

 

 

Assim terminamos nossa viagem pela Malásia. No total ficamos 1,5 dia. Achei totalmente suficiente para a capital. Mas ainda volto para conhecer as belas praias desse país…

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