Arequipa, a cidade branca do Peru

O Peru é maravilhoso! E quem decide conhecer além de Machu Picchu, se surpreende ainda mais. Sem falar na hospitalidade desse povo. Foi assim que chegamos a Arequipa, uma cidade ao sul do país e que foi uma grata surpresa na nossa viagem.

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A cidade foi fundada em 1540 pelo espanhol Francisco Pizarro, no lugar onde já existiam incas vivendo. É conhecida como cidade branca devido às construções em silla (pedra branca) que existem por toda a cidade. Também foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2000.

A sua altitude é relativamente baixa se comparada com outros destinos famosos do país e, por isso, dificilmente se sente algum mal estar do soroche. Mas ao redor estão três grandes vulcões!

Como chegamos?

Nós voamos desde Machu Picchu até Arequipa. Decidimos fazer isto pois a viagem de ônibus ou ocuparia quase um dia todo de viagem ou teríamos que dormir no ônibus numa viagem noturna, o que nos deixaria exaustos. Voamos pela Latam, emitida de milhas, em um vôo de 1 hora, aproximadamente. Reservamos um transfer com nosso hotel para nos levar desde o aeroporto.

Onde ficamos?

Nos hospedamos no Las Torres de Ugarte, um hotel super charmoso e muito bem localizado. Fizemos tudo a pé! O quarto era uma delícia, tínhamos um jardim super fofo e o café da manhã maravilhoso!

O que fazer?

Nós tivemos um dia na cidade. Nosso ritmo estava super devagar devido à gravidez e, mesmo assim, fizemos tudo que queríamos.

Começamos os passeios logo depois de chegarmos. Fomos direto conhecer a famosa Plaza de Armas, uma das mais belas do país. No centro fica uma fonte que pode ser um soldado que ali ficava fiscalizando tudo que acontecia na cidade ou um anjo sem asas já que as mesmas se foram com os frequentes terremotos da região.

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Marcando presença na praça está a Catedral, construída no século XVII. Mas devido aos terremotos já foi reconstruída várias vezes! Não conseguimos entrar pois sempre passamos por ali nos horários em que estava fechada.

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Do outro lado da praça estão lindos arcos coloniais onde funcionam várias lojinhas e restaurantes.

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E atrás da praça, em dias claros, dá para ver a silhueta do vulcão!

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Ali do lado, fomos na Iglesia de La Compañia de Jesus, construída em 1590 pelos jesuítas. A pedra que compõe a fachada da igreja foi retirada do vulcão Misti, que fica ali ao redor da cidade. Ao lado da igreja funciona uma espécies de shopping no local onde ficavam os claustros da igreja.

Fomos andando até o Museu Santuario Andino. Esse museu é o mais famoso da região pois guarda a múmia de Juanita, uma jovem inca que deveria ter entre 12 e 14 anos. Era costume dos incas ofertarem jovens meninas, em cima dos vulcões, para Patcha Mama, a mãe terra. Quando aconteciam infortúnios, como um terremoto, os incas achavam que a mãe terra estava chateada e, por isso, seria necessário uma oferta. Escolhiam uma jovem pura para o sacrifício e isso era um orgulho para a família! Era levada pelos sacerdotes até o alto de um vulcão e ali morria com uma pancada na cabeça. Juanita foi encontrada em um dos vulcões e está muito bem preservada. O museu tem tour em inglês ou espanhol. Começamos por um vídeo contando essa história e, depois, um ótimo guia nos levou pelo museu. Ah, um detalhe que me avisaram e comprovei: faz muito frio no museu pois é preciso manter a temperatura bem baixa para a manutenção das obras.

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Seguimos andando pela cidade e fomos até o Complexo e Igreja de São Francisco. Uma igreja e uma praça super agradável na frente.

Paramos para almoçar no restaurante Zig Zag onde comemos uma degustação de carnes do país com acompanhamentos.

Por fim, para fechar a visita na cidade, visitamos o imperdível Mosteiro de Santa Catalina. Criado em 1579, o mosteiro é grande e quase uma cidade dentro da cidade. Por ali, moravam freiras e empregadas, em regime de clausura. Ainda hoje temos freiras vivendo desta forma ali. No auge, já chegou a ter 500 pessoas. A vida por ali começava cedo, por volta dos 12 anos. Cada freira vivia numa casinha e podia ter serviçais. Em um quarto dos mais simples viveu Ana de Los Angéles Monteagudo, que foi beatificado em 1985 e atrai diversos fiéis.

E assim aproveitamos muito bem nosso dia em Arequipa. Para completar a visita faltaria irmos aos mirantes da cidade para avistarmos os vulcões. Daria tempo, mas preferimos curtir mais a cidade.

 

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