Lago Titicaca pelo lado boliviano

A viagem do Peru continuou em direção a um dos pontos mais famosos dessa região – Lago Titicaca. Este é o lago navegável mais alto do mundo, a 3.800 metros acima do nível do mar. Ele é bem grande e a impressão que nos passa é que é quase um oceano pois não enxergamos o seu fim.

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Paisagem desde o alto da Ilha da Lua

A formação do lago ocorreu há anos atrás com duas placas tectônicas se encontrando e afundando. Do lado mítico, a história era que a região do lago era um vale muito fértil onde todos viviam felizes e tendo acesso a tudo. Os deuses Apus eram os protetores da área e, como única regra, pediram que não se subisse a montanha onde ficava o fogo sagrado. O demônio começou a atiçar o povo para que subisse na montanha e, um determinado dia, os homens assim fizeram. Os Apus então decidiram exterminar o povo que tinha desrespeitado a regra e mandaram as pumas comerem os humanos. O deus do Sol, Isti, viu a cena e começou a chorar. E as lágrimas eram tantas que inundaram o vale e formaram o lago. As pumas se afogaram e foram petrificadas ali no meio. Daí o nome Titicaca que significa  o lago dos pumas de pedra.

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Lago na beira de Copacabana

O lago é dividido entre dois países: Peru e Bolívia. Os passeios ao lago são feitas de barco visitando ilhas. No Peru, a cidade de onde saem os passeios é Puno. A principal ilha desse lado é Uros. Nós não conseguimos visitar pois tivemos uma insolação no passeio do dia anterior! Então nosso passeio ocorreu no lado boliviano, na cidade de Copacabana.

Estávamos em Puno e dormimos uma noite por ali no Hotel Balsa Inn. Muito bom e bem localizado. Aproveitamos a manhã do dia seguinte para conhecer o centro desta cidade e sua Plaza de Armas.

No dia anterior, quando chegamos na rodoviária, fomos logo comprar nossas passagens de ônibus para Copacabana, a cidade do lado boliviano. A ida era em torno das 14 hrs. Deixamos as malas grandes no hotel de Puno e seguimos apenas de mochilas. A paisagem do caminho é muito bonita, margeando o lago. O ônibus da ida tinha cinto d segurança mas era muito quente, o ar condicionado não dava vazão. É preciso parar na fronteira tanto do lado peruano quanto boliviano. Esse processo leva mais de 1 hora.

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Chegamos em Copacabana perto do pôr do sol. Saltamos bem no centro e fomos caminhando até nosso hotel. Reservamos antes pelo Booking, o Hotel Wendy Mar – simples mas atendeu. Mas quem não tinha hotel pagou mais barato procurando na hora. Nesse dia apenas jantamos e fomos dormir para acordar cedo.

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Chegando em Copacabana

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Os passeios deste lado do lago incluem a Isla del Sol, principal ilha do lago Titicaca. Ela é bem grande e a parte mais bonita é sua parte norte. Contudo, na época em que fomos, devido a uma briga entre os povos que vivem na ilha, a parte norte estava fechada para os turistas. Também existe a Isla de la Luna. Pela manhã fomos até a área do embarque e compramos um passeio de dia inteiro incluindo as duas ilhas. A balsa que nos leva tem uma parte fechada embaixo e uma aberta em cima. Fomos embaixo e o cheiro de gasolina era muito forte e tudo fechado! Por isso, resolvemos nos outros deslocamentos seguir em cima (mas esquecemos o protetor solar e ficamos muito vermelho depois).

Primeiro, ocorreu uma parada rápida na Ilha do Sol para quem tinha comprado apenas esta desembarcar. Nós seguimos até a Ilha da Lua. Nessa pequeno ilha, cujo nome refere-se a lenda de que nela foi criada a Lua, vive um pequeno povoado. Descemos numa parte já muito bonita, lembrando uma praia de pedras.

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Seguimos a escadaria para chegarmos à parte superior onde fica o Templo das Virgens. A Lua era considerada a esposa do sol e, por isso, a mulher era cultuada aqui nesta ilha. Neste templo, algumas virgens escolhidas viviam orientadas por uma anciã. Na verdade, há poucos resquícios e o que mais vale é a vista que se tem lá do alto.

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Depois de uma horinha por aqui seguimos para a Ilha do Sol. Essa ilha é uma das mais sagradas para os descendentes dos incas. A lenda diz que foi nas águas do Titicaca, nesta ilha, que nasceu a civilização inca, com o envio de Manco Capac e Mama Ocllo pelo Deus Sol. Como eu disse antes, a parte Norte é a mais bonita e, o ideal, é chegar por ela e caminhar até a parte Sul. Porém, como estava fechada, seguimos direto para a parte sul. Quem queria, podia saltar um pouco antes para conhecer o Templo del Sol e, depois, caminhar até a parte da praia. Nós seguimos direto para a praia.

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Chegando na parte sul

Primeiro paramos para almoçar em um restaurante simples, mas com a linda vista do Titicaca por ali.

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Depois, subimos a Escada Inca construída na época dos incas para ligar a parte baixa da praia até a Fonte Inca.

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Do alto

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A Fonte Inca da Juventude promete prolongar a vida e purificar a alma de quem a bebe.

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Voltamos quando era umas 15 horas e, perto das 16 horas, chegamos de volta a Copacabana. Curtimos o  restinho do dia lindo na cidade!

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Ainda fomos andando para conhecer a Catedral de La Virgen de la Candelaria de Copacabana. Construída em 1601, abriga a imagem da Virgem da Candelaria, que atrai milhares de devotos diariamente. A estátua original foi esculpida a partir de cacto, em 1583, pelo sobrinho do imperador inca Huayna. Inclusive, pela fama da Virgem, o nome Copacabana inspirou o famoso bairro do Rio de Janeiro!

Voltamos ao hotel, pegamos nossas malas e embarcamos no ônibus das 18:30 hrs rumo a Puno. Esse ônibus não tinha cinto de segurança e era bem mais velho que o da vinda. Chegamos por volta das 21 horas na rodoviária e retornamos ao mesmo hotel onde ficamos antes. O dia seguinte estava livre para conhecer as Ilhas Uros. Porém não fomos pois ficamos muito queimados deste passeio!

De Puno, voamos pela Latam para Lima, nossa última parada nesta viagem!

 

 

 

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