Conhecendo a Cidade do Panamá em 2 dias

O Panamá é um dos maiores hubs de viagem pela América. Muitos brasileiros passam pelo seu aeroporto todos os dias. Para nós, mais do que um aeroporto, surgiu a curiosidade de conhecer um pouco deste país. Tínhamos 2 dias inteiros e decidimos desbravar a Cidade do Panamá, capital deste país.

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Um pouco de história…

A região do Panamá foi dominada pelos espanhóis e fazia parte do reino de Nova Granada, que abrangia o atual Peru e Colômbia. Depois das guerras de independência, a região passou a fazer parte da Colômbia. Porém, aquele istmo de terra poderia ter um papel muito interessante na ligação entre o Atlântico e o Pacífico. Foi assim que os franceses tentaram construir o primeiro canal do Panamá. E os planos faliram pois a malária atacou os trabalhadores. Os EUA, desejando muito este canal, resolveram apoiar os separatistas que, em 1903, conseguiram a independência e o surgimento do país Panamá. O canal foi construído sendo financiado pelos americanos que, inclusive, detiveram uma parte do canal. Só em 1999 os americanos deixaram de ter domínio do canal. E assim, temos o atual Panamá. País cuja economia depende muito do canal do Panamá e do turismo.

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Nosso hotel

Escolhemos ficar no Best Western Plus Panama Zen Hotel. O hotel fica numa região bem movimentada mas não é a mais procurada pelos turistas. Andamos de uber por lá, que é super barato, e foi uma ótima escolha ter ficado neste hotel. Preço muito bom, quarto enorme, um terraço com piscina e bar para curtirmos a vista da cidade e o pôr do sol.

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Transporte

Nós usamos Uber em todos os trajetos que fizemos, inclusive trajetos do aeroporto. Nosso retorno era de madrugada e usei a opção de reservar o Uber e deu super certo.

Quando ir

No Panamá faz calor o ano inteiro. E muito calor! Parecia verão no Rio de Janeiro. E é assim o ano todo. As chuvas também estão presentes pois o país é muito úmido. Entre janeiro e abril costuma ser um pouco mais seco.

Roteiro 2 dias na Cidade do Panamá

Dia 1

Nosso dia começou muito cedo pois chegamos 8 horas da manhã no hotel. Ainda não era possível fazer check in. Trocamos a roupa no banheiro, guardamos a mala e pedimos um uber em direção ao Balboa Boutiques Plaza onde pegaríamos o ônibus City Sightseeing (aquele vermelho de dois andares). Compramos o bilhete para dois dias pois a diferença em relação ao de um dia era de um dólar. Há áudio em português.

Fomos andando de ônibus sem descer em nenhum ponto até o Canal do Panamá. Ali descemos e fomos conhecer essa incrível obra da engenharia. Antes do canal existir, qualquer navio dos EUA na costa leste para oeste, por exemplo, precisava contornar todo o continente. O canal encurta muito as distâncias e, isso, em termos financeiros representa um enorme ganho para as empresas. Claro que o frete para atravessar o canal é bem caro! Mas deve valer a pena dado o movimento por ali.

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Existe um desnível nas alturas do oceano de cada lado. Por isso, para atravessar, um barco entra em uma eclusa e ela vai sendo cheia de água e, assim, o barco vai subindo até atingir o nível da outra eclusa. Tudo isso é feito por efeito gravitacional. Em termos de engenharia é fantástico!

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A visita é paga e inclui um mirante no último andar para assistir aos navios passando. Depois, descemos e passamos pelo museu. Também assistimos ao filme que conta a história da construção do canal. Por fim, sentamos no café do lado de fora e aproveitamos uma empanada vendo o canal!

Pegamos o ônibus de volta e seguimos sem descer, apenas observando todos os pontos.

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Preferimos voltar ao hotel, tomar banho e descansar da viagem. Pela noite, saímos para jantar no Cabana, que fica na área moderna da cidade, na Avenida Balboa, cheia de arranha-céus. O restaurante fica em um prédio, no sexto andar. Existe uma varanda com uma bela visão da cidade pela noite. Fomos muito bem atendidos e comemos muito bem!

Dia 2

Pegamos de novo o ônibus turístico e fomos seguindo. Descemos, primeiro, no Albrook Mall, o maior shopping das Américas. Sinceramente, eu já não gosto de shopping aqui no Brasil. Em uma viagem então… e achamos a moda lá bem diferente do que gostamos.

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Seguimos viagem e passamos pelo colorido Biomuseo, criado pelo mesmo arquiteto que idealizou o Museu Guggenheim de Bilbao. O ônibus deu uma parada de 5 minutos para quem quisesse descer e tirar foto. Claro que podia entrar e pegar o próximo ônibus também! Mas não queríamos.

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Resolvemos descer na parada da Isla Flamenco. Na verdade, por ali estão quatro pequenas ilhas que são ligadas ao continente por uma caminho chamado de Causeway de Amador. Detalhe que esse caminho foi construído com as pedras retiradas durante a criação do Canal do Panamá e seu objetivo era quebrar as ondas vindas do Pacífico evitando, assim, que elas chegassem até o canal.

Hoje estas ilhas são aproveitadas pelos locais para passeios de bicicleta ou almoços com vista para o mar. Existe um duty free pequeno para quem se interessar por alguma compra. Fomos caminhando até a Isla Perico, aproveitando a beleza desta região (e o calor!!!)

Partimos rumo ao Centro Histórico, a principal atração da cidade. A cidade do Panamá foi fundada, primeiramente, em um local chamado de Panama Viejo em 1519. Porém, um pirata inglês invadiu a região e destruiu a área em 1671. Dois anos depois, a cidade foi refundada. Só que desta vez o local escolhido foi exatamente o Casco Antiguo ou centro histórico. É muito gostoso ficar andando pela ruas e vendo as construções ainda muito bem preservadas deste pedacinho do país.

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Conhecemos a Igreja Nossa Senhora do Mercedes, de 1680. As pedras de sua fachada vieram da antiga localização da cidade, o Panama Viejo. Dentro da igreja, fica uma imagem da Virgem de Mercedes vinda da Espanha.

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Outra igreja imperdível foi a Igreja San Felipe Neri. O que mais chama a atenção é um lindo presépio que fica no subsolo.

A Plaza Mayor, a principal do centro, é cercada pela catedral, pelo Museu do Canal do Panamá e o Palácio Municipal. Infelizmente, a catedral estava em obras e não conseguimos conhecê-la.

O Convento de Santo Domingo ou apenas o que restou dele após dois incêndios também chama a atenção. O arco que sustenta a entrada permanece intacto. E, se reparar, não há nada o sustentando. Isso mostra que a região tem uma boa estabilidade sísmica e foi uma das razões de se construir o canal por ali.

Outra ruína que chama a atenção é a Igreja da Companhia de Jesus. Ela foi construída em 1741 e abrigava uma escola e, posteriormente, uma universidade. Um incêndio e um terremoto causaram a destruição do local.

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Fomos andando até o cantinho onde fica a Plaza de Francia. Antes, curtimos o local que fica ao lado do mar e demos uma curtida na vista enquanto nos recuperávamos do calor.

thumb_IMG_0154_1024-min A praça em si é circular e foi dedicada aos esforços dos franceses em construir o canal e aos vários que morreram nesse processo. Existem inscrições contando, cronologicamente, a história do canal do Panamá. O obelisco ao centro simboliza a França.

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Um lugar muito agradável para andar é o Paseo de las Bovedas que, beirando o mar, possui várias barraquinhas de souvenir.

Por fim, vale mesmo se perder pelas ruelas e observar as construções tão bonitas deste lugar.

Tomar um drinque ao pôr do sol também é uma ótima pedida pelo casco antiguo e opções não faltam. Quanto à segurança, o centro é super policiado na área turística.

Voltamos ao ônibus e seguimos vendo a parte moderna da cidade e seu skyline.

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Além disso, ainda vimos o estádio do Maracanã deles inspirado no nosso carioca.

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Nesse último dia em terras panamenhas fomos jantar em um restaurante indiano chamado Avatar Indian Cuisine que ficava do lado do nosso hotel.

E assim, conhecemos em dois dias essa capital moderna e histórica ao mesmo tempo. Achamos o tempo ótimo e adoramos este país!

 

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