Conhecendo Havana em 3 dias

A capital de Cuba é a cidade síntese do socialismo cubano. Dedicamos três dias para conhecê-la e foi um ótimo tempo para entender um pouco de como funciona esse país.

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Entendendo a cidade

Vou destacar aqui os principais bairros que, como turista, visitamos na capital cubana.

O Havana Viejo é o bairro principal dos turistas onde estão as principais atrações, as casas coloridas e charmosas e os hotéis! Logo ao lado fica o bairro Havana Central, onde moram vários cubanos e há poucas atrações turísticas. Mas é um lugar muito interessante para se hospedar pois fica a uma distância pequeno do burburinho turístico e permite conhecer melhor a realidade cubana. Por último, há o bairro Vedado, mais afastado e também mais moderno. Ali funcionam os prédios governamentais e é onde está aquela famosa imagem de Che no prédio. Margeando todos esses bairros está o mar e o Malecón, um belíssimo local para sentar e apreciar a beleza.

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Cubanos curtindo pôr do sol no Malecón

Onde ficamos?

Como contei nesse post aqui, ficamos na casa de cubanos, em Havana Central. Reservamos pelo Airbnb e já fomos com tudo pago.

Nosso Roteiro

Dia 1

Chegamos em Havana às 10:25 e demoramos mais de uma hora até passar na imigração. Até pegar as malas e trocar o dinheiro, encontramos o taxista enviado pelo nosso Airbnb por volta do meio dia. Fomos até nossa hospedagem, tomamos um banho e partiu!

Fomos caminhando pelo Malecón, a beira mar de Havana. É muito agradável e um local de encontro dos cubanos. Já foi o primeiro momento para vermos os carros tão típicos de Cuba.

 

Paramos para almoçar no restaurante Nazdarovie que apresenta a culinária soviética, da época que a União Soviética era a grande patrocinadora de Cuba. De entrada comemos um mix com um pouco de cada comida soviética. No prato principal, resolvi provar o strogonoff. O melhor do restaurante era a vista!

 

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Voltamos a andar e fomos até o Castilho de San Salvador de la Punta que fica na ponta do Malecón. Não chegamos a visitar.

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Adentramos o centro pelo Paseo de Marti, um calçadão muito bonito, todo arborizado e ponto de encontro dos cubanos. Ele foi construído em 1722 e era o local por onde a elite desfilava com suas charretes. O entorno do Paseo tem construções muito bonitas, da época pré comunismo.

 

 

O final dessa grande avenida é justamente no burburinho da cidade. Ali fica o Parque Central com uma estátua em homenagem a Jose Martí. Ao redor fica o Hotel Inglaterra, um dos mais antigos e famosos da cidade. Do outro lado do parque, dentro de uma bela construção está um hotel imponente com algumas lojas bem capitalistas, como a Mango.

Seguimos em direção ao Capitólio de Cuba. Construído em 1926, na época de forte influência americana no país, imita o Capitólio de Washington. Não é possível uma visita mas sentar nas escadarias se abrigando do calor é de graça!

 

Resolvemos continuar andando até o Parque de la Fraternidad. O mais legal era ver aquelas cenas tão clássicas e belas de Havana, com carros antigos e construções maravilhosas e coloridas!

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Passamos ainda na antiga fábrica de Tabacos Partagás, onde eram fabricados os famosos charutos cubanos. No local, hoje em dia, só existe uma loja onde é possível comprar charutos e fumá-los ali mesmo. Isso foi um ponto bem negativo da cidade para mim: se pode fumar e se fuma em qualquer lugar, fechado ou aberto! Vimos o novo endereço da fábrica e compramos um ingresso para visitá-la no hotel Plaza (compramos aqui também um show do Havana Club e cartões de internet).

Voltamos a pé, curtindo o pôr do sol maravilhoso!

thumb_IMG_0245_1024-minNessa noite, tínhamos reservado para jantar no restaurante La Guarida . Esse restaurante foi cenário do filme Morango e Chocolate. O mais legal é que ele fica num prédio bem decadente em Havana Vieja, que era uma antiga casa de barão do café do século XIX. Você entra e vê todo o esplendor do passado nas decadentes paredes e teto. O restaurante fica no último andar (nos andares de baixo vivem famílias). Amamos esse lugar! O clima, a comida, tudo maravilhoso!!! Ele ficava perto de onde estávamos e, por isso, fomos e voltamos a pé.

Dia 2

Tínhamos comprado a visita na Fábrica Partagas para a manhã. Resolvemos ir andando numa caminhada de quase meia hora. Foi bem legal pois passamos realmente por onde vivem os cubanos, vendo eles comprarem o pão da manhã e indo trabalhar.

O prédio da fábrica é muito bonito por fora. Por dentro, entramos e esperamos uma guia chamar um grupo e fomos lá nos juntar. A visita é meio bagunçada, mas deu certo. Só podemos tirar foto do andar térreo. Adoramos ter feito a visita. É uma realidade bem diferente do que estamos acostumados a ver em grandes empresas do Brasil (afinal essa é a maior fábrica de charutos e a única que os turistas podem conhecer). O trabalho é manual, repetitivo e nada de ergonomia ou equipamentos de proteção. Para abafar o calor, ventilador mesmo. Vimos a sala dos aprendizes, a sala de teste e muitas outras. O trabalhador ali recebe até 40 dólares por mês, o que o torna um emprego muito cobiçado.

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Acabamos a visita e resolvemos ir andando até o centrinho, vendo um pouco mais da realidade cubana. Resolvemos visitar o Gran Teatro de Havana que fica no entorno do Parque Central. A cultura é muito valorizada no país e o acesso a ela é muito democrático. Os cubanos pagam muito barato para ir ao teatro ou a óperas, por exemplo. Assim, normalmente, 90% da ocupação de um espetáculo é de cubanos. A visita ao teatro é bem interessante e o local muito bonito. No segundo andar fica um local onde ocorrem festas. A vista da varandinha é linda, dá direto para o Capitólio.

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Para continuar, comemos no restaurante ali do lado teatro e pegamos o ônibus turístico que sai ali da praça. O ônibus vai andando por toda a orla, falando um pouco do que vamos vendo, inclusive o famoso Hotel Nacional. As paradas são nos hotéis mais afastadas até chegar a área da Praça da República, famosa pelos prédios governamentais com as figuras de Che Guevara e  Camilo Cienfuegos. Esta praça reunia vários cubanos para ouvir os discursos de Fidel. No meio da praça fica um memorial dedicado a Jose Martí, criador do Partido Revolucionário Cubano. É possível subir a torre e ter uma vista da praça.

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Seguimos no ônibus conhecendo diferentes áreas da capital cubana, mas não quisemos descer em mais nenhum ponto.

Nessa noite, fomos a um show do Havana Club, grupo famoso mundo a fora. Achamos mega turístico tudo por ali e a comida horrível… mas os cantores são ótimos! Fomos e voltamos andando, sem problema algum!

Dia 3

Seria nosso último dia em Havana e, por isso, dedicamos a conhecer a fundo Havana Vieja. Fomos andando até a Calle Obispo, uma rua de pedestres cheia de turistas. Por ali ficam casarões bonitos e bem conservados. Também passamos por duas farmácias bem antigas, da época em que os medicamentos eram manipulados ali mesmo.

Fomos andando até chegar a Plaza de Armas, a primeira da cidade, lá do século XVI. Entramos no Palacio de los Capitanes Generales, onde viviam os governadores de Havana. Fizemos uma visita guiada (todas são guiadas) e foi interessante. O lugar tem um pátio interno bem bonito.

Do outro lado da praça está o Templete, uma construção que fica justamente no local onde foi fundada a cidade e onde foi rezada a primeira missa.

Ao lado está o Castillo de la Real Fuerza, que foi a primeira fortificação para proteger a cidade. Hoje é um museu no qual não entramos. Mas a vista por fora e do mar ali do lado é linda!

Daqui fomos andando até a praça da Catedral. A praça tem edifícios coloniais muito belos e bem conservados. Senhoras cubanas vestidas de forma típica ficam ali querendo ler sua sorte!

Do ladinho da Catedral, está o famoso bar La Bodeguita del Medio. Os frequentadores do bar incluíram Fidel Castro e o escritor Ernest Hemingway. Esse último disse que ali se produzia o melhor mojito da cidade. Pois bem, a fama veio! Vale muito se apinhar com todas as pessoas ali dentro e comprar seu mojito. Na parte de trás fica o restaurante, que serve comidas típicas.

Após um bom descanso por ali, seguimos para baixo e paramos no Museu do Chocolate onde comemos alguns bombons e usamos o banheiro!

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Chegamos a fofa praça de São Francisco, onde fica a Basílica dedicada ao santo construída em 1590. Seguindo dicas, sentamos numa mesa externa para almoçar no Café del Oriente. Maravilhosa comida, atendimento e a vista!!

Depois, fizemos o que tem de mais legal! Saímos andando sem rumo, descobrindo prédios belíssimos no centrinho!

Ainda fomos andando até o Museu do Rum, onde conhecemos como o mesmo é produzido e ganhamos uma prova do famoso rum cubano de Havana Club. Há uma loja no final. O preço é o mesmo seja ali ou no aeroporto, por exemplo! Mas nessa loja há edições especiais.

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Mais um pouco de andança e voltamos até o Floridita onde Ernest Hemingway também provou e tornou famoso o melhor daquiri do mundo!

Fomos andando em direção a nossa hospedagem, passando no Museu da Revolução. A esta hora já estava fechado. Uma pena pois queríamos ter conhecido!

Nesta noite jantamos no Casa Miglis que ficava ao lado da nossa hospedagem.

Assim fechamos Havana com chave de ouro! Foram três dias intensos e de muito aprendizado!

 

 

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